sexta-feira, 10 de outubro de 2014

LEMBRANDO A 1ª GUERRA MUNDIAL



Comprámos bilhetes para sexta feira dia 3 de Outubro de 2014. Comprámos os bilhetes online pois queríamos ter a certeza de que conseguiríamos bilhetes para ver o André a actuar. A sala estava bastante composta. 
Chegámos ao Teatro Aberto e junto das bilheteiras estavam grupos de jovens acompanhados pelas professoras que ruidosamente aguardavam a abertura das portas. Fiquei contente por ver uma assistência tão jovem. Entrámos no hall do Teatro e encontrámos a Domingas e o Tó Zé que já não víamos há muito muito tempo. 
A sala estava na penumbra, e um cenário soturno  com sacos de areia fazendo de trincheiras com algumas espingardas da 1ª guerra mundial encostadas aos sacos. Um grande ecrã onde se projectavam videos e fotografias da 1ª guerra mundial.
Estava expectante quanto ao que iria ver e ouvir. Também o Director Musical João Paulo Santos começou por referir que quando começou a pesquisar para a montagem do espectáculo, teve receio que este se resumisse a uma marcha fúnebre. Na verdade, isso não se veio a concretizar ... as canções  de música erudita, tinham como base letras de poemas de autores que fizeram ou viveram a guerra, eram tristes, mas não se podem considerar aborrecidas ou monótonas... acompanhados ao piano pelo pianista João Paulo Santos,  a soprano Ana Franco, e o André Baleiro como Barítono tiveram um bom desempenho e uma formidável presença em palco. O maestro João Paulo Santos tocou ao piano dois trechos musicais . 
Fiquei a conhecer a obra de um compositor António Fragoso (1897-1918) que morreu de pneumónica com 21 anos, que que apesar de ter morrido bastante jovem deixou composições que revelam o seu génio.
No final do espectáculo , esperámos pelo André no hall e ele apareceu sorridente e lindo como sempre, com o ramo de flores amarelas que lhe tinham dado no final do espectáculo, preso na mochila, o que lhe dava um aspecto descontraído e muito engraçado. Parecia uma tartaruga com um ramo de flores na concha!!! Ele foi com uns amigos que o esperavam.
Nós fomos com a Domingas e o Tó Zé ao restaurante Pano de Boca, no 1º andar do Teatro Aberto , onde comemos umas belas tostas mistas e pusemos a conversa em dia... ficou combinado que já não estaríamos tanto tempo sem nos vermos...
O serão acabou por volta da 1 e meia da manhã... adorei ir ouvir e ver o meu querido sobrinho André que tem uma voz lindíssima, uma presença em palco muito boa, e que tem um futuro muito risonho pela frente...




2 comentários:

Zuzu Baleiro disse...

Agradeço às estrelas do universo por existires! O texto que escreveste é o espelho da alegria e do testemunho minucioso que dás de momentos que vives com tanta satisfação, tanta emoção e amor, transcrevendo nele a tua generosidade, a tua boa disposição, o teu humanismo... Abraço - te!
Odília Baleiro

Anónimo disse...

Obrigado, Tia, por esta linda crónica. Vai ajudar-me a relembra esse momento.
Muitos beijinhos do seu sobrinho André