sexta-feira, 1 de março de 2013

OS MISERÁVEIS

15 FEVEREIRO | 21h30
Teatro Bernardim Ribeiro
OS MISERÁVEIS

Adaptação ao cinema do musical visto no teatro por mais de 60 milhões de pessoas, em 42 países e em 21 idiomas diferentes.
Passado na França de meados do século XIX, “Os Miseráveis” é um conto de sonhos desfeitos e amor inquebrantável, de paixão, sacrifício e redenção - um testemunho intemporal da capacidade de sobrevivência do espírito humano.
Hugh Jackman é Jean Valjean, um antigo condenado, perseguido durante décadas pelo impiedoso inspetor Javert (Russell Crowe). Quando Valjean aceita tomar conta de Cosette, a filha da operária Fantine (Anne Ha­thaway), as vidas de ambos vão mudar para sempre.
De:Tom Hooper
Com:Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Hugh Jackman, Russell Crowe, Sacha Baron Cohen
Género:Drama, Musical
Classificação:M/12

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

BROADWAY BABY

No dia 23 de Fevereiro fui ver este magnifico espectáculo ao Teatro Bernardim Ribeiro , em Estremoz. Ia curiosa para ver como é que o actor Henrique Feist ia tratar este assunto, pois  desde sempre, a Broadway em Nova Iorque tem sobre mim um enorme fascínio. Nunca pude visitar Nova Iorque, cidade que sempre foi um sonho e um desejo enorme para conhecer. Ir assistir a um espectáculo na Broadway  foi sempre um dos meus sonhos. Foi um dos espectáculos que mais me emocionaram,pois este grande actor consegue durante 2 horas "encarnar" personagens das peças exibidas na Broadway

Como é que a Broadway nasceu? Por que é que se instalaram dezenas de teatros naquela zona de Nova Iorque? Henrique Feist explica a cantar, com intenção de trazer a história e o espírito do musical americano até ao público português, através de canções dos seus maiores compositores.


Cole Porter, George Gershwin ou Irving Berlin são alguns dos que integram esta viagem pela história do musical americano, acompanhada por Nuno Feist ao piano, num musical que assinala os 30 anos de carreira dos irmãos.
Se algum destes dados não estiver correcto, diga-nos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

CARTA DE TERESA BELEZA A SUA MÃE


CARTA A MINHA MÃE SOBRE O SNS E OUTRAS COISAS EM PORTUGAL

Resolvi escrever a minha Mãe. Ela partiu há dois anos, em Outubro de 2010. Mas talvez o seu espírito, que, como diria Jorge Luís Borges, está sempre a meu lado (A Posse do Ontem, em Os Conjurados), me consiga inspirar a pensar melhor sobre o assunto.

Aqui vai o meu texto para ela:

 

por Teresa Pizarro Beleza*

"Mãe, sabes que agora em Portugal mandam uns senhores que estão a dar cabo do Serviço Nacional de Saúde? E que dizem que é por causa de uma tal de troika, que agora manda neles? Lembras-te da "Lei Arnaut", que, segundo ele mesmo diz, tu redigiste, depois de muito pensares e estudares sobre o assunto, com a seriedade e o empenho que punhas em tudo o que fazias?

Lembras-te das nossas conversas sobre a necessidade de toda a gente em Portugal ter acesso a cuidados de saúde básicos de boa qualidade e de como essa possibilidade fizera em poucos anos baixar drasticamente a mortalidade materna e infantil, flagelos nacionais antigos, como uma das coisas boas que se tornaram realidade depois de 1974 e com a restauração da democracia?

Lembras-te de quando eu te dizia que eras tão mais socialista do que "eles", os do Partido Socialista, e tu te zangavas porque não era essa a tua imagem e a tua crença?

E quando eu te dizia que o ministro António Arnaut era maçon e tu não acreditavas, porque ele era (e é) um homem bom - e para ti a Maçonaria era a encarnação do Diabo...

Mãe, tu, que te dizias e julgavas convictamente monárquica, católica, miguelista, jurista cartesiana (isso era o que eu te dizia e que penso que eras, também), que conhecias a Bíblia e Teilhard de Chardin como ninguém e me ensinaste que Deus criara o homem e a mulher à Sua imagem, quando pronunciou o fiat, porque assim se diz no Génesis...

Tu que dizias que o problema dos economistas era que não tinham aprendido latim... e me tiravas as dúvidas de português e outras coisas, quando me não mandavas ir ao dicionário, como agora eu mando o meu Filho...

Tu que foste o meu "Google", às vezes renitente, quando este ainda não existia... Sabes que agora manda em Portugal gente ignorante e pacóvia, que nem se lembra já de como se vivia na pobreza e na doença, que julga que o Estado se deve retirar de tudo, incluindo da Saúde, e confunde a absoluta e premente necessidade de controlar e conter o imenso desperdício com a ideia de fechar portas, urgências claramente úteis social e geograficamente...

Sabes que fecharam o Serviço de Urgência e o excelente Serviço de Cardiologia do Hospital Curry Cabral sem sequer prevenirem ou consultarem o seu chefe? Onde irão agora todas aquelas pessoas tão claramente pobres, vulneráveis e humildes que tantas vezes lá encontrei e que não pareciam capazes de aprenderem outro caminho, outro destino, de encontrarem outros dedicados e pacientes "ouvidores"?

Sabes que um ministro qualquer disse que o edifício da Maternidade Alfredo da Costa não tinha qualquer interesse urbanístico ou arquitectónico, para além de condenar ao abate essa unidade de saúde, com limitações já evidentes, mas que tão importante foi para tanta gente humilde ter os seus filhos em segurança? Será mesmo que não a poderiam "refundar", como agora se diz? Ou quererão construir um condomínio fechado, luxuoso e kitsch, no meio de uma das minhas, das nossas cidades?

Lembras-te de me ires buscar à MAC quando nasceu o meu Filho e de como te contei da imensa dedicação do pessoal médico e de enfermagem e da clara sobre-representação de parturientes de origem social modesta, imigrantes, ciganas, ou simplesmente pobres?

Sabes que há muita gente que pensa que a iniciativa privada, incontrolada e à solta, é que vai salvar Portugal da bancarrota, e que ignora o sentido das palavras solidariedade, justiça, igualdade, compaixão?

Sabes, Mãe, eu lembro-me de ver pessoas que partiram de Portugal para o mundo em busca de trabalho e rendimento a viver em "casas" feitas de bocados de camioneta, de restos de madeira, de cartão e outros improváveis e etéreos materiais, emigrantes portugueses que foram parar ao bidonville em St Denis, nos arredores de Paris, num Inverno em que a temperatura desceu a 20 graus Celsius abaixo de zero (1970). Nas "paredes", havia toda a sorte de inscrições contra a guerra colonial e contra o regime que então reinava em Portugal.

O padre Zé, o nosso amigo da Mission Catholique Portugaise que me acompanhava e me quis mostrar o bairro, proibiu-me de falar português e de sair do carro enquanto ali passávamos... e aqui em Portugal eu vi tanta miséria envergonhada, homens de chapéu na mão a pedir emprego, mulheres e crianças a pedir esmola, apesar de todas as leis e medidas que o Estado Novo produziu para as esconder, como já fizera a Primeira República.

A pobreza e a vadiagem não se eliminam com Mitras e medidas de segurança, mas com produção e distribuição de riqueza e de justiça social. Com a promoção da igualdade e da solidariedade, como manda a Constituição.

E a Saúde, Mãe, que vão fazer dela? Da saúde dos pobres, dos velhos, das crianças, dos que não têm nem podem ter seguros de saúde de luxo, porque não têm dinheiro, porque já não têm idade, ou porque não têm saúde?

E as crianças, Mãe? Vão de novo morrer antes do tempo porque o parto foi solitário ou mal assistido, porque a saúde materno-infantil passou a ser de novo um bem reservado a alguns privilegiados, ou porque a "selecção natural" voltará a equilibrar a demografia em Portugal, recolhidas as mulheres a suas casas, desempregadas e de novo domesticadas, e perdida de novo a possibilidade de controlo sobre a sua própria fertilidade?

O planeamento familiar, que tu tão bem explicaste que deveria segundo a lei seguir a autonomia que o Código Civil reconhece na capacidade natural dos adolescentes - tu, católica, jurista, supostamente conservadora (assim te pensavas, às vezes?)...

Sabes que aqui há tempos ouvi uma jurista ignorante dizer em público que só aos 18 anos os jovens poderiam ir sozinhos a uma consulta de planeamento familiar, quando atingissem a maioridade, sem autorização de pai ou mãe? Ai, minha Mãe, como a ignorância é perigosa... Será que nos espera um qualquer Ceausescu ou equivalente, dado o progressivo estrangulamento político e social a que a necessidade económica e a cegueira política nos estão levando?

Os traços fascizantes que são visíveis na repressão da liberdade de expressão e de manifestação, em tudo tão contrários à Constituição da República, serão só impressão de uns "maníacos de esquerda", como dizem umas pessoas que há tão pouco tempo garantiam que essa coisa de esquerda e direita era coisa do passado?

 

Mas as crianças são o futuro, Mãe, que será deste país sem elas, sem a sua saúde e sem a sua educação, sem o seu bem-estar, sem a sua alegria? Eu lembro-me tão bem dos miúdos descalços e ranhosos nas ruas da minha infância... e da luta legal, tão recente ainda, quem sabe se perdida, contra o trabalho clandestino, ilegal e infame das crianças a coserem sapatos em casa, a faltarem à escola, a ajudarem as famílias, ainda há tão pouco tempo, ou dos miuditos com carregos e encargos maiores que eles, à semelhança das mulheres da carqueja a subirem aquela rampa infame que Helder Pacheco, o poeta-guia do nosso Porto, tão bem descreve...

"Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!... Porque padecem assim?!..."

Mãe, se agora cá voltasses, ao mundo dos vivos, acho que terias uma desilusão terrível. Melhor que não vejas o que estão fazendo do nosso pobre país.

Da tua Filha, com muita saudade,

Maria Teresa"

Ericeira, Portugal, Europa, dia 31 de Dezembro de 2012

 

Human Planet - Web exclusive series trailer - BBC One



 belas imagens deste vídeo sugerem que, embora existam muitas diferenças entre os seres humanos, também existem bastantes semelhanças e alguns interesses e valores universais. Por isso, talvez seja possível que ideias como democracia e direitos humanos um dia destes possam ser postas em práticas em lugares como a Tunísia, o Egipto e a Líbia. Porque a democracia e os direitos humanos, embora tenham surgido na Europa, não são ideias europeias – mas sim humanas.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Como um livro aberto

Como um livro aberto

porque fui professora

PROFESSOR - EU?

não sou mas tenho pena
:
ensinar-te caminhos
veredas e atalhos

mostrar-te flores e fontes
e o céu quando o sol se esconde

e o arco-iris quando ameaça chuva
e o segredo
como se fosses criança
de onde ele toca o horizonte


Publicado por blog Café Portugal
Ao ler este poema senti uma identidade tão grande que tive a ousadia de o colocar no meu blog. Sou amiga do Hernâni e foi através do blog dele que encontrei este

Morreste-me de José Luis Peixoto em Estremoz


Nos dias 19 e 20 de janeiro, no Teatro Bernardim Ribeiro, irá realizar-se a estreia nacional do monólogo “Morreste-me”, de José Luís Peixoto, com Sandra Barata Belo.
Morreste-me é uma declaração de amor para um pai, para uma família. Para todos os que são vítimas desta doença. O cancro.
É uma declaração de amor para os que nos deixam e para os que ainda estão connosco. Para aqueles que sabemos, que quando nos faltarem, o nosso coração ficará só a metade.
Em tempos como os de hoje, de um Portugal deprimido quase abandonado, onde muito pouco nos faz sentido: seja pela crise económica, de valores, seja pela ausência de fé e confiança - escolher este texto é ir ao encontro da nossa identidade. É reforçar a importância das pessoas que nos rodeiam, os valores transmitidos pela família. O amor. O amor é acima de tudo o que nos move. As pessoas que fazem parte de nós, são sobretudo, a nossa motivação de vida. Quando alguém nos morre temos de nos refazer. Quando vemos alguém de nós a morrer devagarinho, morremos também a cada dia. E ao lado deste sofrimento atroz vemos a coragem, a força, a entrega.
A estreia será no dia 19 de janeiro, pelas 21h30 e terá nova sessão no dia 20 de janeiro, pelas 16h00, sendo o preço dos bilhetes de 10€.
Para mais informações e reservas, contactar a bilheteira do Teatro Bernardim Ribeiro, no horário normal de funcionamento, através do telefone 268339222.
Esta iniciativa é uma produção da Beladona com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz e de outras entidades.

UM SONHO

Hoje tive um sonho horrível. Estava dentro de uma casa, tipo cozinha alentejana com lareira, onde havia pessoas sentadas em cadeiras baixas, e eu estava nesse grupo de pessoas, que não sei quem eram. Um dos homens vomitou imenso, sujou tudo, deixou tudo cheio de vomitado e eu é que tive que limpar tudo, com muita relutância  e com imenso trabalho porque ele vomitou a casa toda e para cima de um rolo enorme de cordas e o vomitado estava no meio daquilo tudo. Ninguém me ajudou. Olhavam para mim, mas não se mexiam. Só mais para o fim é que me lembrei que poderia ter ido buscar uma mangueira com água para limpar tudo, mas depois eu dizia: "Mas se tivesse ido buscar a mangueira ficava tudo encharcado em água, e ainda me dava mais trabalho porque ficava o vomitado todo espalhado e misturado com água!!!!!!:::: foi um sonho nojento e eu sentia-me impotente perante tanto trabalho....   quando acordei recordava-me do sonho como se tivesse sido uma situação real, e durante todo o dia me tenho lembrado deste sonho que foi um autêntico pesadelo....   Penso que estes pesadelos que me enchem de angustia e de impotência estão a acontecer-me muito frequentemente, mas há dias em que vou esquecendo o que se passou no sonho e à tarde já mal me lembro, mas este está tão presente no meu consciente, que só de pensar nele me deixa enojada...

9 de Dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ELENCO DA PEÇA MARY POPPINS
PATRÍCIA DE VESTIDO PRETO

SINOPSE
Mary Poppins - A mulher que salvou o mundo é um texto de Ricardo Neves-Neves, que estreou em Julho de 2012, em Barcelona - Espanha, em catalão e com actores catalães. 
Foi encenado pelo alemão Thomas Sauerteig, no contexto de um encontro internacional de jovens dramaturgos promovido pela Sala Beckett. O autor português foi apoiado pelos Artistas Unidos e pela Fundação Calouste Gulbenkian. A apresentação integrou o Festival de Teatro Grec.
É uma peça sobre desejos. 
Desejos pessoais, íntimos, profundos ou superficiais, modestos ou ambiciosos.
A conhecida personagem surge aqui como aquela a quem se pede,como se fosse uma estrela, uma pestana ou uma fada madrinha.
O espectáculo explora o sentido musical existente nas palavras, o absurdo dos sentidos, tentando dar emprego à antiga preceptora. 

Texto e encenação de Ricardo Neves-Neves, com Ana Valentim, Patrícia Andrade, Paula Sousa, Rafael Gomes e Vítor Oliveira.

Estará em cena no Espaço Teatroesfera (Monte Abraão, Queluz) de 30 de Novembro a 16 de Dezembro de 2012 - 6ª-feira às 21H30, sábados 16H30 e 21H30, domingos às 16H30).


Preço único: 5,00€
  Artigo da REVISTA ACTIVA 
'Mary Poppins - A mulher que salvou o mundo' é um texto de Ricardo Neves-Neves, que estreou em Julho de 2012, em Barcelona - Espanha, em catalão e com actores catalães.
Foi encenado pelo alemão Thomas Sauerteig, no contexto de um encontro internacional de jovens dramaturgos promovido pela Sala Beckett. A participação do autor português foi apoiada pelos Artistas Unidos e pela Fundação Calouste Gulbenkian. A apresentação integrou o Festival de Teatro Grec. A peça é agora encenada pelo autor, numa co-produção entre o Teatro do Eléctrico e o Teatroesfera.
É uma peça sobre desejos. Desejos pessoais, íntimos, profundos ou superficiais, modestos ou ambiciosos.
A conhecida personagem surge aqui como aquela a quem se pede, como se fosse uma estrela, uma pestana ou uma fada madrinha.
O espectáculo explora o sentido musical existente nas palavras, o absurdo dos sentidos, tentando dar emprego à antiga preceptora.

OA MEUS PAIS - 65 ANOS DE CASADOS


Casa Branca, 13 de Outubro de 2012
Meus queridos pais
No dia 13 de Outubro de 1947, a mãe Maria Amélia e o pai Vitalino casavam na Igreja Matriz de Casa Branca. Estavam ambos muito apaixonados e quando disseram o “sim” pensavam que seria para o resto das suas vidas, e assim na verdade aconteceu.  O amor que os uniu mantem-se durante estes 65 anos e o casamento foi-se construindo e cimentando ao longo de todos estes anos.
65 anos é muito tempo… por isso também muitos acontecimentos, uns alegres, outros tristes, outros preocupantes foram vividos em comum com a companhia dos filhos a Maria Zulmira e o José Manuel que sempre os apoiaram nos momentos bons e nos momentos menos bons. Os nossos pais deram-nos uma infância feliz, despreocupada e alegre. Mais tarde, deram-nos o exemplo de como se pode viver como casal e tanto eu como o Zé Manel temos construído casamentos felizes, onde o bem estar e a felicidade daqueles a quem nos unimos é a nossa prioridade. Como filhos sempre sentimos que na  casa dos nossos pais reinava muito amor, muita alegria e boa disposição, A casa estava sempre aberta para quem quisesse aparecer ou para quem os nossos pais e nós ( mais tarde) convidávamos.
Por vezes, brinco com a minha mãe Amélia pois ela ainda hoje, passados estes 65 anos só ter “olhos” para o seu Vitalino, ela está sempre a pensar na melhor maneira de conviver com ele, sem que no meio da sua relação apareçam os conflitos e as desavenças próprias de qualquer casal e ainda mais há tantos anos se encontram a viver juntos.
Para mim, os meus pais têm sido uma referência que me tem ajudado a viver com o Zé, meu marido, nestes 43 anos de casada, eles têm sido o exemplo verdadeiro de que quando se casa por amor, consegue-se um casamento feliz, tranquilo e sem desavenças. Nunca vi, tanto o meu pai como a minha mãe a “agredirem-se” com palavras desagradáveis, nem cruéis que ferem o outro a quem são dirigidas, nunca vi a minha mãe irritada com o meu pai por ele vir com “um grãozinho na asa”, nem nunca até hoje vi o meu pai a interferir nas decisões da minha mãe, na sua maneira de vestir, de estar e de ser; penso que é por tudo isso acontecer há 65 anos que construíram esta família, onde todos nos adoramos, nos sentimos bem uns com os outros e estamos sempre presentes para o melhor e o pior que ao longo destes anos nos aconteceram.
Tenho pena que as netas Patrícia e Rita não estejam hoje aqui connosco, mas a vida profissional e as distâncias obrigaram-nas a ficar nos seus locais de residência. A Marta que vela por nós na “estrelinha” para onde foi morar eternamente, também está connosco neste dia, pois os nossos pensamentos estão com ela e há um elo a ligar-nos tanto com a Marta como com aqueles que há muito partiram, como o avô Perninhas, a avó Idalina, a avó Bárbara e muitos, muitos outros que connosco viveram durante todos estes anos, mas que pela lei natural da vida partiram, com muita saudade nossa.
Que feliz que eu me sinto por mais uma vez podermos festejar todos juntos mais este ano de casados. Sinto-me com “remorsos” de não ter ajudado na elaboração do almoço, mas como sempre “fujo” desses trabalhos, talvez porque a minha mãe me está sempre a enganar dizendo-me: “Oh filha, não me custa nada fazer o almoço!!! Tenho tanto prazer que estejamos todos juntos que para mim não me custa fazer o almoço, o arroz doce, etc. etc. …. Além disso o pai ajuda-me a descascar as batatas e a pôr a mesa como ele sabe pôr tão bem, com todos os requintes não faltando nunca os bonecos no meio da mesa nem a jarra de flores que ele vai colher ao quintal”
Com tudo o que já escrevi e muito mas muito mais havia para dizer, este meu escrito já vai longo. Resta-me agradecer-lhes terem sido e ainda serem os pais maravilhosos que nem com “a melhor e mais intensa candeia” eu e o Zé Manel poderíamos encontrar…

Bem Hajam!!!!

Beijos da filha Maria Zulmira

Como um livro aberto

Como um livro aberto

domingo, 16 de dezembro de 2012

PORQUÊ GIULLIETTA MASSINA NO MEU BLOG?

guillietta Massina
guillietta massina
Giulliettta Massina
Porquê Giulletta Massina no meu blog? Será estranho para quem nunca viu os seus filmes em que ela representa papéis inolvidáveis. É e será sempre uma das  minhas actrizes preferidas, e senti necessidade de colocar aqui neste blog a sua biografia  para quem venha aqui" visitar-me"  veja actores e actrizes do neo.-realismo italiano o qual perdurará para sempre. Foram e serão grandes mestres do cinema e  escrever este pequeno post sobre Giulletta Massina é a minha pequena homenagem a esta enorme (pequena no tamanho!) actriz mdo cinema italiano.

Giulietta Masinanome completo Giulia Anna Masina (San Giorgio di Piano22 de fevereiro de 1921 — Roma23 de março de 1994) foi uma atriz de cinema italiana e esposa do cineastaFederico Fellini.

[editar]Biografìa

Filha do violinista e professor de música Gaetano Masina e da maestrina Angela Flavia Pasqualin, passou boa parte de sua adolescência em Roma com uma tia viúva. Graduou-se em Letras e Filosofia na Universidade de Roma e durante os estudos cultivou a paixão pela atuação: desde a temporada 1941 - 1942 participou em vários espetáculos de prosa, dança e música no teatro universitário.
Em 30 de outubro de 1943 casa-se com Federico Fellini, com quem estabelece uma intensa parceria artística e afetiva, das mais importantes do cenário artístico italiano.
Em 1946 estréia no cinema, com um brevíssimo papel na obra prima de Roberto Rossellini Paisà. Dois anos mais tarde, obtém o primeiro importante papel no filme Senza pietà de Alberto Lattuada.
Todavia, é com seu marido que a atriz alcança a fama internacional com o papel de Gelsomina no filme La strada (1954). Em 1957 alcançou o ápice de sua carreira interpretando Cabiria no filmeLe notti di Cabiria, que lhe valeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes.
A película narra a história de Cabíria (interpretada pela atriz Giulietta Masina e esposa de Fellini), uma cortesã romântica e ingênua que sonha com o verdadeiro amor mas sofre constantes desilusões amorosas.



O MEU MOBIL DO EINSTEIN E DO UNIVERSO

A MINHA PANTUFA

o meu pai com 90 anos