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quinta-feira, 13 de maio de 2010

O ANEL DE CURSO

O ANEL DE CURSO




Texto escrito pela minha mãe, no seu diário, no dia 7/5/2010

A minha filha foi ao Supermercado Modelo, a Estremoz, e trouxe-me um lombardo e iogurtes. Eu guardei logo os iogurtes no frigorífico, mas o lombardo como era grande e não me cabia no frigorífico, deixei-o em cima da mesa de pedra, dentro do saco onde tinha vindo.

No outro dia, da parte da tarde, resolvi pegar no repolho para o arrumar no frigorífico; quando o tirei do saco, caiu-me uma coisa ao chão, eu percebi que o tenir era de uma coisa de metal, fui logo ver o que era; era o anel de curso da minha filha!!!

Reconheci-o, imediatamente, pois fui eu quem lho ofereceu quando ela tirou o curso. Comprei-o ao Joaninho, nessa altura, o Helder trabalhava com ele, e foi ele quem mo trouxe de Sousel. Custou-me 40 e tal contos, pois é de ouro e tem a pedra azul escura do Curso de Letras. Para conseguir esse dinheiro, eu andei a fazer rendas para a revista Fada do lar, cuja sede ficava na Rua do Ouro, na Baixa; eu ia lá entregar as rendas e levantava as linhas, ganhei algum dinheiro com isso. Eu fazia as rendas ao meu gosto, e tinham que ser inventadas, pois não podia haver igual, visto que era para serem publicadas na Revista. A gerente ficava sempre muito satisfeita com os naperons e rendas que eu fazia, e todos os meus trabalhos foram sempre publicados na Revista.

Fui logo a casa da minha filha, que estava a chegar da rua. –“Olha lá filha perdeste alguma coisa?” e ela com os olhos muito abertos, pois não me queria dizer que tinha perdido o anel de curso, disse-me que não! Mal sabia ela que o anel estava no meu dedo!!

Eu tinha-o posto no meu dedo, e mostrei-lho e ela ficou muito admirada. – “ Oh mãe, é o meu anel!! Onde é que o encontrou??? Eu não lhe queria dizer! Não queria que a mãe soubesse que eu o tinha perdido!! Eu, até disse ao Zé: não digas à minha mãe, ouviste?! e repetilhe isso várias vezes!! E ele já um bocado aborrecido, disse-me: - Já me disseste isso várias vezes!! Descansa que não lhe digo nada!!”

Ela já tinha telefonado para o Modelo, a pedir à empregada que fosse ver na parte da fruta e da hortaliça, visto que lhe estava largo e podia ser ali que o tivesse perdido. Telefonou segunda vez, para o Modelo a perguntar se já o tinham encontrado e disseram-lhe que não tinham encontrado nada. Agora, ela vai para lá telefonar a contar o sucedido.

Vi na cara dela uma expressão de enorme alegria e não parava de dizer: - “ Mas, que curioso!! Ser a mãe a encontrá-lo!! E disse-me: - “ Eu ia comprar outro, para que a mãe não soubesse que eu o tinha perdido!!! mas já não tinha o mesmo significado!!! É inacreditável!!”

Ficámos as duas muito contentes por o anel ter aparecido.


No dia seguinte, veio com o repolho para eu lhe tirar a fotografia com ele, pois também a minha mãe estava bastante admirada com todo o sucedido.

domingo, 2 de maio de 2010

Um anjo esteve esta noite na Auto-estrada 109



Uma mulher com os seus filhos sentados nas cadeirinhas, no banco traseiro, conduzia o seu automóvel, na auto-estrada.

De repente, vê-se envolvida num aparatoso acidente, com vários automóveis a chocar em cadeia. Havia carros amolgados, vidros partidos e ferros retorcidos.

A mulher dentro do carro, muito assustada, começou a gritar: “Oh meu Deus! Por favor salva os meus meninos!”

O seu olhar cheio de medo na se desviava do assento traseiro onde supostamente estariam os seus filhos gémeos; porém, tudo o que conseguia ver, eram vidros partidos e duas cadeiras de crianças destruídas. Ela não via os seus gémeos em lado algum! Ela não os ouvia chorar e receou que tivessem sido cuspidos para fora do automóvel.

“Oh, meu Deus não os deixes morrer!!!” – gritava ela a chorar.

Quando chegaram os bombeiros e a polícia, procuraram no banco traseiro, mas não encontraram as crianças; os cintos de segurança estavam intactos!

Eles pensaram que a mulher tinha enlouquecido, e que vinha sozinha no carro, porém quando a iam interrogar, viram que ela tinha desaparecido. Os polícias viram-na passar a correr, sem rumo, e a gritar mais forte do que o barulho no local do acidente. A mulher suplicava desesperadamente:

- “ Por favor, ajudem-me a encontrar os meus filhos! Eles só têm quatro anos de idade e estão vestidos de igual, com camisas azuis e calças jeans!”

Um polícia ouviu-a e disse-lhe: - “Estão no meu carro e não têm nenhum arranhão! Eles dizem que o pai os colocou no carro, que deu uma gasosa a cada um, e disse-lhes para esperarem ali, que a mãe voltaria para levá-los para casa.” O polícia continuou: - “Já procurei por todo o lado, mas não consegui encontrar o pai das crianças. Provavelmente deixou a área, suponho, e isso é muito raro?!”

A mãe correu para o carro da polícia, abraçou os gémeos e disse, enquanto enxugava as lágrimas:

- “Ele não pode ter deixado a área, já que ele morreu há um ano!”.

O polícia, muito confuso, perguntou: -“ Como pode ser isso verdade?”

Os meninos gritavam: - 'Mãe, mãe, o pai veio e pediu-nos que te déssemos um beijo por ele. Disse-nos que não deveríamos preocupar-nos, pois tu estarias bem, e colocou-nos neste carro, com luzes brilhantes e bonitas. Nós queríamos que ele ficasse connosco, porque sentíamos muito a sua partida, mas ele apenas nos abraçou muito forte e nos disse que tinha que ir. Disse-nos que, mais tarde, nós entenderíamos; pediu-nos que nos portássemos bem, e que te disséssemos que ele está a cuidar de nó, a todo o momento!”

A Mãe duvidou do que eles diziam, mas depois recordou-se das últimas palavras do marido:

- “Eu cuidarei de vocês!”

No relatório, os bombeiros não sabiam como explicar como é que apesar do carro estar completamente destruído, os seus três ocupantes se salvaram sem nenhum arranhão.

Porém no relatório da polícia estava escrito em letras muito pequenas:

“Um anjo esteve esta noite na Auto-estrada 109.”

( autor desconhecido / texto adaptado por zuzu )

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pedro Paulo Pereira Pinto...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora.
Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo.
Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...
Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província.
Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.
Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para po poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...
Para parar preciso pensar.
Pensei.
Portanto, pronto pararei.