Silêncio:
A palavra respira.
Corpo deitado no mar.
Silêncio de fogo e música.
( Poema de Casimiro de Brito )
Silêncio:
A palavra respira.
Corpo deitado no mar.
Silêncio de fogo e música.
( Poema de Casimiro de Brito )
| "DE TUDO, FICARAM TRÊS COISAS: A certeza de que estamos sempre começando... A certeza de que é preciso continuar... A certeza de que seremos interrompidos antes de terminarmos... PORTANTO, DEVEMOS FAZER: Da interrupção, um caminho novo... Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura...um encontro." (Fernando Sabino) |
Felicidade
Se tudo na vida é relativo,
Relativa também é a ideia
Que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é
Dinheiro no bolso,
Cerveja no frigorifico,
Roupa nova no armário!
Para outros, a felicidade
Representa o sucesso,
A carreira brilhante,
O simples facto de se achar importante,
(ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim!).
Para outros tantos,
Ser feliz é conhecer o mundo,
Ter um conhecimento profundo
Das coisas da Terra e do Ar!
Mas para mim, ser feliz é diferente
Ser feliz é ser gente,
É ter vida,
Que como dizia o poeta:
“É bonita, é bonita, é bonita...”
Felicidade é a família reunida,
É viver sem chegada, sem partida
É sonhar, é chorar, é sorrir...
Felicidade é viver cercado de gente
É plantar amizade, é o calor
Do abraço daquele(a) amigo(a),
Que mesmo distante,
Se lembrou de dizer: “Está lá?”
Ser feliz,
É acordar às cinco da manhã,
Depois de ter ido dormir
Às três da madrugada,
Com sono e para lá de cansado,
Só para dar uma pontinha
Da cama, para o filho dormir.
Ser feliz é ver todo o dia
Um sorriso de criança,
É música, é dança
É a paz, é o prazer
De descobrir a cada dia
Que a vida se inicia novamente,
A cada amanhecer.
Ser feliz é ter violetas na janela,
É chá de maçã com canela,
É pipoca na panela,
E um CD bem agradável,
Para aquecer o coração.
Ser feliz é aproveitar o sol radiante,
Frio aconchegante,
Chuvinha ou temporal.
Ser feliz é olhar O outro
(e sabe-se lá quantos outros?
Que cruzam a nossa estrada).
Ser feliz é fazer da vida,
Uma grande aventura, a maior loucura,
Um enorme prazer.
Ser feliz é ser amigo(a),
Mas antes de tudo é ter amigos(as),
Maravilhosos(as),
Exactamente assim,
Como VOCÊS!!!...
Desconheço a autoria do texto
ETERNO…
É tudo aquilo que vive uma fracção de segundos,
mas com tamanha intensidade,
que se petrifica e nenhuma força o resgata.
Carlos Drummond de Andrade
(autor desconhecido)
Asas brancas
Dá-me, Senhor, asas brancas,
Tão brancas como a açucena
Ou como os lírios do campo,
Para, com elas, voar,
Atraída pelo encanto
Dessa Luz sempre a brilhar,
Que, ao beijar a natureza,
Faz realçar a beleza
Impressa na Criação
Que inspira qualquer poeta
E convida à oração
Quem tem olhos para ver
As maravilhas sem fim
Que reflectem a Bondade
E o Amor de Deus por mim.
Dá-me, Senhor, asas brancas,
Que se elevem para Ti,
Noite e dia sem cessar,
Num gesto de fé e vida,
Para tudo Te ofertar,
Porque tudo de Ti vem,
Ó Deus da Paz e do Bem,
E a Ti deve voltar.
Dá-me, Senhor, asas brancas,
Que, sob o impulso do Espírito,
Mergulhem no infinito,
Afastando toda a nuvem,
Para que o Sol apareça
E a primavera aconteça,
A toda a hora e momento,
Na alma e no pensamento.
Maria Lina da Silva, fmm
Lisboa, 21.03.2010- Dia da Primavera e da Poesia
A Irmã Lina que me perdoe o abuso, mas não resisti a colocar
no meu blogue este poema tão bonito
Aos meus irmãos
Que deles é também
a génese e fluir deste poema
| Celebro as tuas mãos, mãe! Belas, ternas e delicadas Mãos. As tuas, mãe! Longos dedos, fusiformes e sedosos; Alvas Suaves Pacíficas Inteligentes e cálidas mãos, As tuas, mãe! Mãos que me acolheram Me afagaram Me cingiram Me apertaram Me trataram Me sossegaram As tuas, mãe! Mãos que me lavaram Me vestiram Me calçaram Me pentearam Me curaram Me deitaram Me taparam As tuas, mãe! Mãos que me ampararam Me susteram Me acompanharam Me ergueram Me sossegaram Me adormeceram Me acalentaram Me prenderam As tuas, mãe! | Mãos que com redobrada determinação Me orientaram Me moldaram Me guindaram Me mostraram Me orgulharam Me dignificaram As tuas, mãe! Mãos sofridas, solitárias, saudosas e tristes Que com redobrada força e coragem Me libertaram! E duplamente me amaram, As tuas, mãe! Mãos que foram Mãos que são minhas, As tuas, mãe! Mãos sacrificadas que a vida Ludibriada Fintada Defraudada Vencida Revoltada Com ironia legou à morte: Pobres Inertes Gélidas Pálidas Exangues Mãos que não foram Mãos que não são as minhas ESTAS AGORA QUE NÃO FORAM AS TUAS, MÃE! |
José Falcato Varela s/data