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domingo, 2 de maio de 2010

Silêncio

Silêncio:

A palavra respira.

Corpo deitado no mar.

Silêncio de fogo e música.

( Poema de Casimiro de Brito )

terça-feira, 6 de abril de 2010

DE TUDO FICARAM TRÊS COISAS

"DE TUDO, FICARAM TRÊS COISAS:

A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminarmos...

PORTANTO, DEVEMOS FAZER:

Da interrupção, um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura...um encontro."

(Fernando Sabino)

FELICIDADE

Felicidade

Se tudo na vida é relativo,
Relativa também é a ideia
Que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é
Dinheiro no bolso,
Cerveja no frigorifico,
Roupa nova no armário!
Para outros, a felicidade
Representa o sucesso,
A carreira brilhante,
O simples facto de se achar importante,
(ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim!).
Para outros tantos,
Ser feliz é conhecer o mundo,
Ter um conhecimento profundo
Das coisas da Terra e do Ar!
Mas para mim, ser feliz é diferente
Ser feliz é ser gente,
É ter vida,
Que como dizia o poeta:
“É bonita, é bonita, é bonita...”
Felicidade é a família reunida,
É viver sem chegada, sem partida
É sonhar, é chorar, é sorrir...
Felicidade é viver cercado de gente
É plantar amizade, é o calor
Do abraço daquele(a) amigo(a),
Que mesmo distante,
Se lembrou de dizer: “Está lá?”
Ser feliz,
É acordar às cinco da manhã,
Depois de ter ido dormir
Às três da madrugada,
Com sono e para lá de cansado,
Só para dar uma pontinha
Da cama, para o filho dormir.
Ser feliz é ver todo o dia
Um sorriso de criança,
É música, é dança
É a paz, é o prazer
De descobrir a cada dia
Que a vida se inicia novamente,
A cada amanhecer.
Ser feliz é ter violetas na janela,
É chá de maçã com canela,
É pipoca na panela,
E um CD bem agradável,
Para aquecer o coração.
Ser feliz é aproveitar o sol radiante,
Frio aconchegante,
Chuvinha ou temporal.
Ser feliz é olhar O outro
(e sabe-se lá quantos outros?
Que cruzam a nossa estrada).
Ser feliz é fazer da vida,
Uma grande aventura, a maior loucura,
Um enorme prazer.
Ser feliz é ser amigo(a),
Mas antes de tudo é ter amigos(as),
Maravilhosos(as),
Exactamente assim,
Como VOCÊS!!!...

Desconheço a autoria do texto

segunda-feira, 5 de abril de 2010

ETERNO…

ETERNO…

É tudo aquilo que vive uma fracção de segundos,

mas com tamanha intensidade,

que se petrifica e nenhuma força o resgata.

Carlos Drummond de Andrade

AMIGO FRUTO DE UMA ESCOLHA

Um amigo é fruto de uma escolha, é uma opção de amor.
É a descoberta da alma irmã.
É a consciência clara e permanente de algo sublime
E que não está na natureza das coisas perecíveis.
É um tesouro sem preço,
Um gostar sem distância, de alguém presente em nosso caminho,
Nas horas de dúvidas, de alegria, de sofrimento.
É algo valioso demais para ser desconsiderado,
Grande demais para ser perdido, importante demais para ser esquecido.
Um amigo é aquele que dá um pedacinho de chão,
Quando é de terra firme que precisas,
Ou um pedacinho do céu, se é sonho que te faz falta.
Um amigo é mais que um ombro amigo,
É a mão estendida, mente aberta, coração pulsante.
É aquele que entende teu desejo de voar, de sumir, de vagar.
É o sol que seca tuas lágrimas,
É a polpa que adocica ainda mais teu sorriso.
Amigo é aquele que te ouve ao telefone,
Com o mesmo prazer que teria se estivesse olhando em teus olhos.
É lua nova, é a estrela mais brilhante,
É a luz que se renova a cada instante, com
múltiplas e inesperadas cores que cabem em teus olhos.
Amigo é aquele que diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação.
Amigo é quem te ama e pronto.
É verdade e razão, sonho e sentimento.
Amigo é para sempre, mesmo que o sempre não exista.

(autor desconhecido)

SÓ

Se estás só não fiques triste,

Dá ouvidos à solidão e fala com o outro lado de ti,

Ficarás assim em presença do teu maior amigo.

Aquele ser invisível a quem pedes conselhos,

Com quem dialogas em pensamento,

A quem pedes compreensão para contigo.

Vais descobrir coisas lindas todos os dias,

Vais com ele até à tua infância,

Com ele, vais em busca do futuro,

Com ele dividirás tristezas e alegrias,

Com ele descobrirás a tolerância,

Com ele navegas pelo seguro.

Estavas só e triste,

Mas um novo aliado já descobriste.

Sê forte e continua as tuas descobertas.

Agora na outra face do teu ser

Há também um inimigo,

O que te tira o sono,

O que te tira o prazer.

Mas ouve-o, escuta-o com atenção,

Ele tem coisas para te dizer.

Coisas más, por certo,

Coisas terríveis, às vezes,

Mas não fiques triste,

Mantém o teu espírito aberto.

Este inimigo vai-te tentando,

Vai-te obrigando a fazer o que tu não queres,

Vai estar contra o teu amigo também,

Mas... luta, luta porque vale a pena.

São duas forças contra uma,

A tua e a do teu amigo,

São dois contra o exterminador.

Mas uma batalha perdida

Não significa perder a guerra,

Se tudo for feito com amor.

Como vês, não estás só!

Se não estás só, não podes estar triste.

Então abre o teu espírito à convivência,

Continua a dialogar contigo próprio,

Um dia sorrirás de alegria,

Quando olhares à volta do teu "EU"

E vires uma imensa multidão

Que te dá vivas e te adora.

Se estás só, não fiques triste,

Porque afinal a maior tristeza

É a de pensar que estás só.

Não tens razão para estar triste,

Porque afinal a palavra SÓ não existe!

Autor desconhecido

MOMENTOS

Momentos tão calmos... meigos...
Momentos em que o sol brilha mesmo estando escondido atrás das nuvens que segredam inspirações...
Momentos em que o coração se ilumina com a tua chegada...
Momentos em que os olhos se alegram com o teu sorriso...
Momentos... doces momentos... eternos momentos...
Momentos em que a razão vai embora, para dar espaço ao sentimento...
Momentos em que somente tu sabes florir o meu jardim, perfumando com a tua essência, o meu existir...
Momentos em que somente eu sei o que as palavras calam...
Momentos em que somente nós somos a magia do amor... esse amor que nasceu de mim, nasceu em ti, nasceu para nós...
Momentos... momentos... eternos... suaves... verdadeiros... infinitos...
Momentos... tu... eu... nós... e o amor...

Autor desconhecido

quinta-feira, 25 de março de 2010

ASAS BRANCAS

Asas brancas

Dá-me, Senhor, asas brancas,

Tão brancas como a açucena

Ou como os lírios do campo,

Para, com elas, voar,

Atraída pelo encanto

Dessa Luz sempre a brilhar,

Que, ao beijar a natureza,

Faz realçar a beleza

Impressa na Criação

Que inspira qualquer poeta

E convida à oração

Quem tem olhos para ver

As maravilhas sem fim

Que reflectem a Bondade

E o Amor de Deus por mim.

Dá-me, Senhor, asas brancas,

Que se elevem para Ti,

Noite e dia sem cessar,

Num gesto de fé e vida,

Para tudo Te ofertar,

Porque tudo de Ti vem,

Ó Deus da Paz e do Bem,

E a Ti deve voltar.

Dá-me, Senhor, asas brancas,

Que, sob o impulso do Espírito,

Mergulhem no infinito,

Afastando toda a nuvem,

Para que o Sol apareça

E a primavera aconteça,

A toda a hora e momento,

Na alma e no pensamento.

Maria Lina da Silva, fmm

Lisboa, 21.03.2010- Dia da Primavera e da Poesia

A Irmã Lina que me perdoe o abuso, mas não resisti a colocar

no meu blogue este poema tão bonito

sexta-feira, 19 de março de 2010

MÃOS…HERÓICAS MÃOS

Aos meus irmãos

Que deles é também

a génese e fluir deste poema


Celebro as tuas mãos, mãe!

Belas, ternas e delicadas

Mãos.

As tuas, mãe!

Longos dedos, fusiformes e sedosos;

Alvas

Suaves

Pacíficas

Inteligentes e cálidas mãos,

As tuas, mãe!

Mãos que me acolheram

Me afagaram

Me cingiram

Me apertaram

Me trataram

Me sossegaram

As tuas, mãe!

Mãos que me lavaram

Me vestiram

Me calçaram

Me pentearam

Me curaram

Me deitaram

Me taparam

As tuas, mãe!

Mãos que me ampararam

Me susteram

Me acompanharam

Me ergueram

Me sossegaram

Me adormeceram

Me acalentaram

Me prenderam

As tuas, mãe!

Mãos que com redobrada determinação

Me orientaram

Me moldaram

Me guindaram

Me mostraram

Me orgulharam

Me dignificaram

As tuas, mãe!

Mãos sofridas, solitárias, saudosas e tristes

Que com redobrada força e coragem

Me libertaram!

E duplamente me amaram,

As tuas, mãe!

Mãos que foram

Mãos que são minhas,

As tuas, mãe!

Mãos sacrificadas que a vida

Ludibriada

Fintada

Defraudada

Vencida

Revoltada

Com ironia legou à morte:

Pobres

Inertes

Gélidas

Pálidas

Exangues

Mãos que não foram

Mãos que não são as minhas

ESTAS AGORA QUE NÃO FORAM AS TUAS, MÃE!

José Falcato Varela s/data