quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ONTEM VIVI HISTÓRIA

Sessão STOP Tortura na Biblioteca Municipal de Estremoz

Conceição Matos e Domingos Abrantes

Zuzu lendo a dedicatória de Domingos Abrantes

O Núcleo de Estremoz da Amnistia Internacional , a que eu pertenço, organizou um debate sobre a tortura, integrado na Campanha Stop Tortura,  na Biblioteca Municipal de Estremoz. 
Foram convidados Domingos Abrantes e sua mulher Conceição Matos, ambos de 78 anos de idade, que nos falaram das suas prisões na PIDE e de como sobreviveram a tanta brutalidade física e psicológica.
Não os conhecia. Foram-me apresentados já na Biblioteca, minutos antes de começar a sessão.
Amáveis, de sorriso aberto, serenos. Fiquei logo encantada com eles.Domingos Abrantes foi torturado na António Maria Cardoso, a sede da PIDE e depois levado para a prisão de Caxias. 
O primeiro a falar foi Domingos Abrantes  que começou por nos contar  que pior de todos os castigos é o isolamento  -uma pessoa colocada numa cela minúscula com 1 metro de largura, durante meses e meses sem nada para fazer, ler, escrever. Proibir as pessoas de lerem era uma das primeiras coisas que os guardas faziam., e os presos sentiam-se terrivelmente mal, pois ocupar o tempo com a leitura é uma das melhores ocupações. 
Foi sujeito à tortura do sono durante dias consecutivos. Durante 5 dias consecutivos, durante 10 dias, e assim por diante. O preso tem tanta necessidade de dormir que uma simples moeda a rolar no tampo da mesa parece um trovão.  Passa por fracções de segundos pelo sono. Nunca se perde a noção do que se está a sofrer, logo que se ouve a voz do polícia volta-se a ter consciência do que se está a sofrer. Mostram-lhe uma carta em que um hipotético companheiro de partido preso como ele,confessou tudo. Mas o preso está tão cansado que nem se apercebe das palavras que ali estão escritas. 
A certa altura, como ele não confessava nada, e algumas das vezes até se rebelava contra os guardas que o estavam a interrogar, começam a dizer-lhe que compraram  uma máquina americana que descobre e lê o pensamento das pessoas - então montaram todo o cenário, puseram-lhe um capacete com vários fios  ligados à "dita" máquina, mas não aconteceu rigorosamente nada. Estiveram naquilo algum tempo, até que ele lhes disse: "Vocês não têm nenhuma máquina, vocês têm é uma merda!" . 
Estava exausto. Saiu dali sempre a ser muito mal tratado pelos guardas, já não conseguia andar pelo seu próprio pé, e um guarda segurava-lhe por baixo do braço esquerdo e outro por baixo do braço direito e foi assim que o transportaram para uma cela, onde havia um colchão. Deixaram-no em pé, a meio metro do colchão, ele atirou-se para cima dele e dormiu não sabe quanto tempo. Mas quando acordou tinha recuperado algumas forças e a consciência mais clara do que se estava a passar.
Foi para Caxias  e esteve 10 dias no isolamento, às escuras, sem ver uma nesga de luz, a sanita era das romanas, no chão, e ele tinha que ir às apalpadelas para chegar lá. 
27 dias depois de estar preso é que tomou banho, mas ainda hoje não se consegue lembrar que roupa lhe vestiram depois do banho. 
Esteve mais 30 dias no isolamento, mas aí a cela era maior e já podia fazer ginástica. 
Diz Domingos Abrantes: -"Um preso sem livros ficava ainda mais perdido, por isso logo que chegava à prisão tiravam-lhe logo os livros. "
Um dos polícias que o estavam a guardar queria que ele respondesse ao seu cumprimento (Bom Dia!) , mas ele nunca lhe respondia. O guarda estava a ler o jornal  O Século onde vinha na primeira página, a notícia que os Russos mandaram para o espaço um foguetão, então o guarda muito irritado com a notícia  disse-lhe: É tudo mentira, é tudo propaganda desses Russos . Entrou um inspector e pôs-se também a olhar para a notícia. Se calhar não foram os Russos foram os Americanos! disse o guarda. Então o inspector rematou assim: " Nem foram os Russos nem os Americanos, foi a Humanidade!!" 
 Muito mais havia para contar, mas deu a palavra à sua esposa  com quem está casado há 55 anos. 
Conceição Matos é uma mulher de 78 anos,  serena, de sorriso meigo, muito bonita. Enquanto ela estava a falar eu descrevi-a assim:
Muito bonita, umas feições correctissimas, um cabelo branco acinzentado, de caracóis soltos naturais, ( confessou mais tarde que apenas o tinha lavado e secado) , muito bem arranjada, de roupas simples, argolas médias em ouro nas orelhas, sorriso meigo para o marido que revela uma enorme cumplicidade entre ambos.
Começou a falar com uma voz muito sumida, por vezes difícil de ouvir, ( disse mais tarde que fica tão emocionada a relatar o que lhe fizeram que a voz não lhe obedece!).
Foram buscá-la de madrugada à casa onde vivia com o marido ( na altura companheiro) no Montijo. Não teve tempo para nada. Entraram logo de espingardas em punho a ameaçá-la e nunca mais desviaram as espingardas do seu peito. Foi presa com a roupa que tinha vestida e foi buscar um casaco comprido que lhe serviu imenso durante a sua prisão, não no despiu durante 4 meses. 
Tinha-se dificuldade em ouvi-la. Baixava a voz de cada vez que contava um episódio doloroso e brutal. 
Levaram-na para uma sala onde ficou durante 17 dias. Para não perder a noção do tempo, havia um armário em madeira, onde os presos políticos que por ali passavam escreveram os seus nomes, estava todo escrito. Ela arranjou um sítio da madeira e com a unha ia fazendo um risco diariamente para não perder a noção do tempo. Foram 17 dias!!
Estava numa grande expectativa, pois nunca tinha sido presa, era muito jovem, e não sabia se iria resistir às torturas que lhe afligiam. Não queria nem podia falar, custasse o que custasse. Levaram-na Para a António Maria Cardoso para novos interrogatórios. Não queria falar, batiam-lhe, davam-lhe murros na cara, nas pernas, nos braços, ela sentia-se toda partida. Um dos guardas estavam já tão enervado com a situação que lhe gritou: " Se não quer falar, escreva, se não quer escrever, fale!!!!  pois daqui ninguém saiu sem ter falado!!!"
Ainda hoje tem problemas com o evacuar, pois eles não a deixavam ir à casa de banho. Era uma jovem mulher, (bonita, pois se ainda hoje com 78 anos é bonita!) e provocavam-na, metiam-se com ela, chamavam-lhe nome, para que ela começasse a perder a segurança e a autoestima que tinha. 
Começou a ter alucinações, viu um bicho na perna da mesa, as paredes a mexerem e com tantos nervos veio-lhe a menstruação. 
Mostraram-lhe uma carta a fingir que tinha sido escrita pelo companheiro, onde dizia para confessar tudo, para não sofrer mais,  mas ela viu que não era a letra dele. Deixou de comer. Emagreceu tanto que o estômago descaiu. Estava completamente destruída física e psicologicamente. Foram-lhe buscar o casaco, que foram eles a vestir-lho pois ela estava sem forças, e levaram-na de novo para a Prisão de Caxias. 
Nessa noite ouviu bater na parede. Eram sinais sonoros na parede. Começou a perceber que cada pancada correspondia a uma letra. Era um grupo grande de antifascistas, estudantes e outras pessoas que tinha sido presas, pois estava-se a aproximar o 1º de Maio. Através das pancadas perguntaram-lhe se ela tinha falado, e ela respondeu-lhes que não. Eles com as pancadas disseram-lhe: "Coragem hoje e abraços amanhã!"  ela descansou e adormeceu mais tranquila por se sentir tão apoiada. 
Voltou aos interrogatórios. Nessa vez apareceu uma mulher polícia que se chamava a Leninha, era uma mulher tenebrosa, começa a questioná-la e como ela não respondesse começa a esmurrá-la. Começou a despi-la, a cada peça faziam-lhe uma pergunta, como não respondesse, ficou completamente nua.
Ela pensava num livro que tinha lido chamado "Arco-iris....?" onde ela se inspirou, pois conta a história de uma mulher nazi que interroga uma mulher judia num  campo de concentração. Continuam a dar-lhe murros, pontapés, levantam-na pelos sovacos, outro atira-a contra uma cadeira, sempre a cair a levantar-se, a cena manteve-se durante horas. Entram imensos pides numa atitude provocatória, e ela pensa que vai ser violada, mas não, fazem-lhe perguntas e saem... ela está transida de medo, de susto, de dores...
Volta para a Prisão de Caxias. Finalmente aí começa a ter algum sossego, pois os interrogatórios são sempre na António Maria Cardoso. Um dia estava a falar com a mãe no parlatório, e a mãe pergunta-lhe qualquer coisa insignificante que o guarda não gostou, vai junto delas, e fecha a grade com um vidro e manda-a para dentro. 
Outra vez, vinha de um interrogatório da António Maria Cardoso, e de dentro do carro celular " A Ramona" numa fresca vê a mãe junto à porta da Pide, e ela começa a gritar , a gritar descontroladamente, pela mãe, e os guardas  a dizerem-lhe que não era a sua mãe, porque ninguém sabia que ela estava ali presa. A chantagem psicológica sobre os presos é muito grande. Houve pessoas que não resistiram e denunciaram camaradas e colegas. A tortura é a pior forma de destruir um ser humano, a nível físico e  psíquico. Chega-se a uma altura em que o preso não se sente um ser humano.  
Ela e Domingos Abrantes estiveram quatro anos sem se verem. Depois de sair da prisão ela teve que ir fazer um tratamento à União Soviética.



A Fuga de Caxias de 1961 - Relato

A Fuga de Caxias - Testemunho Real de Domingos Abrantes

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Rosinha Quartet - Quantos queres, Rosinha?

Rosinha - Lisboa menina e moça

Rosinha Quartet - Parabéns Joana

LEMBRANDO A 1ª GUERRA MUNDIAL



Comprámos bilhetes para sexta feira dia 3 de Outubro de 2014. Comprámos os bilhetes online pois queríamos ter a certeza de que conseguiríamos bilhetes para ver o André a actuar. A sala estava bastante composta. 
Chegámos ao Teatro Aberto e junto das bilheteiras estavam grupos de jovens acompanhados pelas professoras que ruidosamente aguardavam a abertura das portas. Fiquei contente por ver uma assistência tão jovem. Entrámos no hall do Teatro e encontrámos a Domingas e o Tó Zé que já não víamos há muito muito tempo. 
A sala estava na penumbra, e um cenário soturno  com sacos de areia fazendo de trincheiras com algumas espingardas da 1ª guerra mundial encostadas aos sacos. Um grande ecrã onde se projectavam videos e fotografias da 1ª guerra mundial.
Estava expectante quanto ao que iria ver e ouvir. Também o Director Musical João Paulo Santos começou por referir que quando começou a pesquisar para a montagem do espectáculo, teve receio que este se resumisse a uma marcha fúnebre. Na verdade, isso não se veio a concretizar ... as canções  de música erudita, tinham como base letras de poemas de autores que fizeram ou viveram a guerra, eram tristes, mas não se podem considerar aborrecidas ou monótonas... acompanhados ao piano pelo pianista João Paulo Santos,  a soprano Ana Franco, e o André Baleiro como Barítono tiveram um bom desempenho e uma formidável presença em palco. O maestro João Paulo Santos tocou ao piano dois trechos musicais . 
Fiquei a conhecer a obra de um compositor António Fragoso (1897-1918) que morreu de pneumónica com 21 anos, que que apesar de ter morrido bastante jovem deixou composições que revelam o seu génio.
No final do espectáculo , esperámos pelo André no hall e ele apareceu sorridente e lindo como sempre, com o ramo de flores amarelas que lhe tinham dado no final do espectáculo, preso na mochila, o que lhe dava um aspecto descontraído e muito engraçado. Parecia uma tartaruga com um ramo de flores na concha!!! Ele foi com uns amigos que o esperavam.
Nós fomos com a Domingas e o Tó Zé ao restaurante Pano de Boca, no 1º andar do Teatro Aberto , onde comemos umas belas tostas mistas e pusemos a conversa em dia... ficou combinado que já não estaríamos tanto tempo sem nos vermos...
O serão acabou por volta da 1 e meia da manhã... adorei ir ouvir e ver o meu querido sobrinho André que tem uma voz lindíssima, uma presença em palco muito boa, e que tem um futuro muito risonho pela frente...





 o vídeo (onda PODE Ouvir hum pouco)

Kaspar Hauser, a nova ópera de Dominik Wilgenbus música de Schubert em Schloss Nymphenburg

 Para ESTA interpretar Personagem Complexa Dominik Alexander Krampe encontraram Wilgenbus e UMA Pessoa na rara Perola do barítono André Baleiro que AO Longo de Toda tem ópera da Uma Interpretação Marcante da Personagem Kaspar Hauser, Tanto Como No plano teatral pelas modelações da SUA Voz bela, eles que tem clareza E Que É e particularmente notável dotada UMA bela projecção. Trata-se do Primeiro Trabalho do Jovem No português Ópera de Câmara de Munique, ELE onda fez UMA Entrada remarcável
Para interpretar este personagem complexo, e Dominik Wilgenbus Alexander Krampe encontrado  uma jóia na pessoa do barítono André Baleiro  , que ao longo do livro uma interpretação marco ópera do caráter de Kaspar Hauser, tanto teatralmente  por modulações sua bela voi x cuja clareza é particularmente notável e tem uma projeção agradável. Este é o primeiro compromisso do novo Opera Câmara Português em Munique, onde fez uma entrada triunfal. Os outros seis cantores cada executar uma variedade de papéis ao longo da noite, eles formam o coro de pessoas em Nuremberg, quando usando máscaras, e são individualizados para as necessidades da acção, graças aos trajes engenhosos Katharina Raif. Os nove músicos na orquestra da sala de ópera de Munique em ressonância com o talento da bela música de Schubert, treinou com delicadeza e precisão, e com uma sensibilidade que captura os toques de um drama romântico por Nabil Sheheta incluindo pode-se desfrutar de condução desde 2011 à frente desta orquestra bela câmara [O1] 


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PROVÉRBIOS E DITOS


A minha mãe sabe muitos, mas mesmo muitos provérbios; Pedi-lhe para que sempre que se lembrasse de um, o escrevesse. Aqui está uma pequena amostra do que ela se foi lembrando:
  • Quem espera por sapatos de defunto, anda toda a vida descalço.
  • Todo o pássaro come trigo, só o pardal bravo é que paga.
  • Todos fazem mal e o rapaz das vacas é que paga.
  • Quem muito bem alinhava, melhor cose
  • Quem muito abarca, pouco aperta
  • Muita parra, pouca uva
  • Em Abril águas mil, coadas por um cantil
  • Março marçagão, manhã de inverno e tarde de verão
  • Onde irás, que me escaparás
  • No melhor pano cai a nódoa
  • Por causa de um, pagam todos
  • Cada um por si faz vasa
  • Chega-te aos bons e serás um deles; chega-te aos maus, serás pior que eles
  • Quem boa cama fizer, nela se há-de deitar
  • Diz-me com quem viveste, diz o que aprendeste.
  • Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
  • Depressa e bem não o faz ninguém
  • Quem te avisa, teu amigo é
  • Ao pé do trabalho é que se espera o tempo
  • Quem o alheio veste, na praça o despe
  • Quem muito corre, muito cansa
  • Poupado na farinha, estragado no farelo
  • Quem não se fia, não é fiar
  • Vale mais um pássaro na mão, do que dois a voar
  • Quem dá aos pobres, empresta a Deus
  • Bem criada, mal fadada
  • Eu fui como o Pedro dias, faltaram-me os bens, cresceram-me os dias
  • As pragas são como as procissões, de onde saem é que recolhem
  • Não faças mal ao teu vizinho que te vem o mal pelo caminho
  • Nunca o invejoso medrou nem quem ao pé dele morou
  • Barriga cheia pé dormente, façam-me a cama que estou doente.
  • Quem dá o que tem a pedir vem.
  • Quem dá o que tem, a mais não é obrigado.
  • Deixa lá, a perca está no cabaço.
  • Vale mais um velho que me agasalhe, do que um novo que me enxovalhe.
  • De Espanha, nem bom vento nem bom casamento
  • Quem ao longe vai casar, ou vai enganado ou vai enganar.
  • Barriga que não leva dois almoços, não é barriga.
  • A vaidade não governa ninguém.
  • Quem dá e rouba vai p'ró inferno
  • Quem dá e furta vai para o inferno
  • Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.
  • No corpo é que se tira a medida
  • Quem há-de gabar a noiva? o pai que a quer casar
  • Pão quente, muito na mão e pouco no ventre
  • Quem mais se arrelia, mais arreliado fica
  • Nem ralar nem consumir, o que há-de ser nosso às mãos nos há-de vir
  • Nem de inverno, nem de verão largues o teu gabão
  • Só nos levantamos depois de cair
  • Tomara um cego vê-la e um coxo apanhá-la
  • O castigo vem sempre a cavalo
  • Ou tudo ou nada, mulher do diabo!!
  • Quem muito dorme, pouco aprende.
  • Quem brutos cria, brutos tem
  • O último a rir é o que ri melhor
  • No nascer e no morrer, somos todos iguais
  • Não se pode fazer a vontade ao corpo.
  • Gato escaldado de água fria tem medo.
  • Livra-te do homem que não fala e do cão que não ladra
  • O calado vence tudo
  • Sou parva e tenho fama, mais parva é quem me chama.
  • As aparências iludem.
  • Vale mais comermos um prato de sopa onde haja amor, que um belo prato de carne onde haja ódio
  • Pobrete mas alegrete
  • Mais vale pão seco comido em paz, do que banquete cheio de contendas
  • O bom soa e o mal voa
  • Coitada daquela que lhe cai na alçada
  • Quem não poupa lenha, não poupa o mais que tenha
  • Quantos menos vultos, mais claridade
  • Vale mais tarde do que nunca
  • Um cedo faz uns poucos
  • Quem cedo dentésse, cedo irmanésse.
  • Feio no berço, bonito à janela
  • Quem tudo quer, tudo perde.
  • Guardado está o bocado, para quem o merece.
  • O medo é do tamanho que se faz
  • O bom julgador por si julga
  • Gaiola pronta, pássaro morto
  • Só havemos de ter o que Deus quer
  • Ninguém diga que está bem
  • As acções ficam com quem as faz
  • Não sirvas a quem serviu, nem peças a quem pediu
  • Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas
  • Se queres ouvir de ti, escuta dos outros.
  • Quanto mais trabalho mais tenho ( provérbio brasileiro)
  • Amigo não empata amigo.
  • Quem não se sente, não é filho de boa gente
  • Vale mais tarde do que nunca
  • Alguma vez há-de ser verão! (da prima Mónica Borralho )
  • Filho és pai serás, como fizeres assim acharás.
  • Favas Maio as dá, Maio as tira
  • Quem mente, nunca acerta.
  • A mentira tem as pernas curtas.
  • Isto é uma tropa fandanga! ( é um dizer antigo) 
  • Vozes de burro não chegam ao céu.
  • Até ao lavar dos cesto é vindima
  • O calado vence tudo
  • Primeiro que cases vê o que fazes
  • Não há amor como o primeiro, nem luar como o de Janeiro
  • Se não podes com a cruz que tens, leva-a às costas ( ou leva-a de rôjo) 
  • Tudo ou nada, mulher do diabo
  • Quem tem bons padrinhos, não morre de mouro
  • Fui à minha  vizinha envergonhei-me, vim para casa remediei-me
  • Vale mais tarde do que nunca
  • O Sol que aquece num lado, aquece no outro
  • O Sol quando nasce é para todos
  • Ovelha que berra, bocado que perde
  • Bem pouco não viverá, quem não o saberá
  • Quem entra sai, quem não entra não sai

AR: Companheira de uma vida inteira: Podes sim!!!

AR: Companheira de uma vida inteira: Podes sim!!!: Melinda Winner é uma  chef de cozinha norte-americana que padece de artrite reumatóide.  Este filme é inspirador. É uma verdadeira...

AR: Companheira de uma vida inteira: Forever...

AR: Companheira de uma vida inteira: Forever...: Robin Williams (1951-2014)

histórias em 77 palavras: É Outono...

histórias em 77 palavras: É Outono...: A chuva cai lá fora com força É Outono!!! Dias cinzentos, tristes, frios, sonolentos, caseiros, aborrecidos É Outono!!! Céu carrega...

sábado, 4 de outubro de 2014

Chá de água, não!!!

A minha amiga Margarida Fernandes contou no Facebook esta história deliciosa da mestra Sara e da sua irmã Mónica
Fui há pouco ali ao quintal colher um raminho de lúcia lima para fazer um cházinho prá deita. Lembrei-me de uma história de duas irmãs que viviam nesta mesma casa - no sítio que a casa é outra. Uma delas ficou eternamente menina a a outra teve de ser mãe sem nunca o ter sido. À noite também bebiam um cházinho de "ervas". Às vezes não havia ervas e o chá improvisava com água quente e açúcar amarelo. Mas um dia a Mónica queixou-se: Chá de água... não!! Sara!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

MÃE CORAGEM E OS SEUS FILHOS





Foi em 1986 ( já se passaram quase 30 anos!!)  que tive o prazer de assistir a esta peça no Teatro D. Maria II.  Nunca mais me esqueci das admiráveis  interpretações de Eunice Muñoz, Irene Cruz e outros artistas famosos que integravam o elenco. Hoje, andava à procura de um espectáculo no Teatro Aberto e descobri estas fotos e a ficha técnica deste maravilhoso espectáculo. Esta interpretação foi tão fantástica que o meu gosto  e a minha paixão pelo teatro ficaram ainda maiores. Impossível esquecer estas cenas e interpretações. 

Mãe Coragem e os seus Filhos-Antigo Teatro Aberto

Data de Estreia: 1986-06-05
Título Original: Mutter Courage und ihre Kinder

Co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II

Autor: Bertolt Brecht

Versão: João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
Direcção Musical: Pedro Osório
Cenário: José Carlos Barros
Figurinos: Lídia Lemos
Sonoplastia: Leonel da Silva

Encenação: João Lourenço


Interpretação: André Maia | António Anjos | António Banha |Artur Mendonça | Barroso Lopes | Carlos Daniel | Carlos Costa | Carlos Duarte | Carlos Fonseca | Catarina Avelar | Eunice Munoz Francisco Pestana | Igor Sampaio | Irene Cruz | João de Carvalho | Jorge Gonçalves | Madalena Braga | Manuel Cavaco | Mário Pereira | Nuno Franco |Orlando Costa | Rogério Paulo | Ruy de Carvalho | Ruy de Matos | São José Lapa



PRÉMIOS

Prémios atribuídos pela Secretaria de Estado da cultura - Prémios Garrett:
Melhor Produção de 1986
Melhor Encenador - João Lourenço
Melhor Cenógrafo - José Carlos Barros
Melhor Actriz - Eunice Muñoz

Prémio Antena 1:

Melhor Espectáculo de 1986

Trófeus Nova Gente:

Melhor Espectáculo 1986
Melhor Encenação - João Lourenço
Melhor Cenografia - José Carlos Barros
Melhor Actriz - Eunice Muñoz

Prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro:

Melhor Produção de 1986
Melhor Encenador - João Lourenço
Melhor Cenografia - José Carlos Barros
Melhores Figurinos - Lídia Lemos
Melhor Interpretação - Eunice Muñoz
Melhor Interpretação Secundária - Irene Cruz

Prémios atribuídos pelo semanário "Sete" - Setes de Ouro 1986

Melhor Encenador - João Lourenço
Melhor Cenógrafo - José Carlos Barros
Melhor Actriz - Eunice Muñoz
Melhor Actor - Ruy de Carvalho


CRÍTICAS

"Uma realização teatral verdadeiramente sublime" - 13/7/1986 - O Diário (Maria Helena Serôdio)

"O Teatro em Portugal atingiu um nível de maturidade que só por má fé se pode negar."; "Mãe Coragem e os seus filhos , inscreve-se num dos primeiros lugares desse processo de qualificação." - 21/6/1986 - Diário de Lisboa (Carlos Porto)

"Eunice Muñoz situa-se uma vez mais no plano de génio"; "Irene Cruz, no papel da muda Katrin, em que a actriz mostra quanto pode um verdadeiro veio histriónico, mesmo quando lhe é vedado o recurso da fala" - 27/6/1986 - Tempo (Carlos Madeira)

"É um pecado cultural não ir vê-la" - Julho 1986 - Diário de Notícias (Orlando Neves)

"A não perder" - 4/10/1986 - Expresso

"...belíssimo espectáculo, onde volta em força a importância do actor" - 26/7/1986 - Expresso

"...Irene Cruz atinge também o seu melhor e dá-nos uma inesquecível Katrin" - 13/7/1986 - O Diário (Maria Helena Serôdio)

domingo, 7 de setembro de 2014

RETICÊNCIAS

Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção. 

Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
(...)

Álvaro de Campos
http://ladoubleviedeveronique.blogspot.pt/
Desenhos da Lua ( Galileu )