sábado, 4 de outubro de 2014

Chá de água, não!!!

A minha amiga Margarida Fernandes contou no Facebook esta história deliciosa da mestra Sara e da sua irmã Mónica
Fui há pouco ali ao quintal colher um raminho de lúcia lima para fazer um cházinho prá deita. Lembrei-me de uma história de duas irmãs que viviam nesta mesma casa - no sítio que a casa é outra. Uma delas ficou eternamente menina a a outra teve de ser mãe sem nunca o ter sido. À noite também bebiam um cházinho de "ervas". Às vezes não havia ervas e o chá improvisava com água quente e açúcar amarelo. Mas um dia a Mónica queixou-se: Chá de água... não!! Sara!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

MÃE CORAGEM E OS SEUS FILHOS





Foi em 1986 ( já se passaram quase 30 anos!!)  que tive o prazer de assistir a esta peça no Teatro D. Maria II.  Nunca mais me esqueci das admiráveis  interpretações de Eunice Muñoz, Irene Cruz e outros artistas famosos que integravam o elenco. Hoje, andava à procura de um espectáculo no Teatro Aberto e descobri estas fotos e a ficha técnica deste maravilhoso espectáculo. Esta interpretação foi tão fantástica que o meu gosto  e a minha paixão pelo teatro ficaram ainda maiores. Impossível esquecer estas cenas e interpretações. 

Mãe Coragem e os seus Filhos-Antigo Teatro Aberto

Data de Estreia: 1986-06-05
Título Original: Mutter Courage und ihre Kinder

Co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II

Autor: Bertolt Brecht

Versão: João Lourenço | Vera San Payo de Lemos
Direcção Musical: Pedro Osório
Cenário: José Carlos Barros
Figurinos: Lídia Lemos
Sonoplastia: Leonel da Silva

Encenação: João Lourenço


Interpretação: André Maia | António Anjos | António Banha |Artur Mendonça | Barroso Lopes | Carlos Daniel | Carlos Costa | Carlos Duarte | Carlos Fonseca | Catarina Avelar | Eunice Munoz Francisco Pestana | Igor Sampaio | Irene Cruz | João de Carvalho | Jorge Gonçalves | Madalena Braga | Manuel Cavaco | Mário Pereira | Nuno Franco |Orlando Costa | Rogério Paulo | Ruy de Carvalho | Ruy de Matos | São José Lapa



PRÉMIOS

Prémios atribuídos pela Secretaria de Estado da cultura - Prémios Garrett:
Melhor Produção de 1986
Melhor Encenador - João Lourenço
Melhor Cenógrafo - José Carlos Barros
Melhor Actriz - Eunice Muñoz

Prémio Antena 1:

Melhor Espectáculo de 1986

Trófeus Nova Gente:

Melhor Espectáculo 1986
Melhor Encenação - João Lourenço
Melhor Cenografia - José Carlos Barros
Melhor Actriz - Eunice Muñoz

Prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro:

Melhor Produção de 1986
Melhor Encenador - João Lourenço
Melhor Cenografia - José Carlos Barros
Melhores Figurinos - Lídia Lemos
Melhor Interpretação - Eunice Muñoz
Melhor Interpretação Secundária - Irene Cruz

Prémios atribuídos pelo semanário "Sete" - Setes de Ouro 1986

Melhor Encenador - João Lourenço
Melhor Cenógrafo - José Carlos Barros
Melhor Actriz - Eunice Muñoz
Melhor Actor - Ruy de Carvalho


CRÍTICAS

"Uma realização teatral verdadeiramente sublime" - 13/7/1986 - O Diário (Maria Helena Serôdio)

"O Teatro em Portugal atingiu um nível de maturidade que só por má fé se pode negar."; "Mãe Coragem e os seus filhos , inscreve-se num dos primeiros lugares desse processo de qualificação." - 21/6/1986 - Diário de Lisboa (Carlos Porto)

"Eunice Muñoz situa-se uma vez mais no plano de génio"; "Irene Cruz, no papel da muda Katrin, em que a actriz mostra quanto pode um verdadeiro veio histriónico, mesmo quando lhe é vedado o recurso da fala" - 27/6/1986 - Tempo (Carlos Madeira)

"É um pecado cultural não ir vê-la" - Julho 1986 - Diário de Notícias (Orlando Neves)

"A não perder" - 4/10/1986 - Expresso

"...belíssimo espectáculo, onde volta em força a importância do actor" - 26/7/1986 - Expresso

"...Irene Cruz atinge também o seu melhor e dá-nos uma inesquecível Katrin" - 13/7/1986 - O Diário (Maria Helena Serôdio)

domingo, 7 de setembro de 2014

RETICÊNCIAS

Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção. 

Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura...
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
(...)

Álvaro de Campos
http://ladoubleviedeveronique.blogspot.pt/
Desenhos da Lua ( Galileu )

sábado, 6 de setembro de 2014

SETEMBRO

Faço anos em Setembro e quando li este post achei que ele se podia adaptar. Está muito bem escrito e por isso não resisti à tentação de o colocar aqui no meu blog.

Com a chegada de Setembro e o espírito com que o recebo, o de um «ano novo» que agora começa, gosto de parar para fazer uma reflexão. Olhar para o que fui e para o que foi, para o que sou aqui e agora, e para o que serei e o que há-de vir. Fazer um balanços interior. Conferir e agradecer a minha vida, dar valor às coisas boas e também às menos boas, as que nos fazem crescer e valorizar todas as outras, abrir os olhos para a vida que corre apressada, e perceber cada vez melhor esta minha alegria de poder recomeçar em cada dia, cada semana, cada mês, cada novo ano. É uma espécie de estado de graça, quando fechamos um ciclo e começamos outro, com tantas folhas em branco, tantos dias para encher de vida, de sentido do essencial.
No fundo, acho que esta é uma geometria simples: ter um presente para viver, um passado (que ensina) para agradecer, um futuro por que esperar. Objectivos que nos apaixonem e entusiasmem a seguir em frente todos os dias, uma família para amar incondicionalmente, e muita esperança e fé nesta vida que sabe sempre como nos surpreender. Num tempo que é o seu.
Olhar para a frente com serenidade e a certeza de que mesmo sabendo que nem sempre foi, é ou será perfeito, há em mim uma vontade férrea de festejar a vida em cada pequena coisa. No muito que sou, com o pouco que tenho. Neste equilíbrio que me faz tão bem.
Setembro, o mais doce de todos. O mês que é sempre e para sempre uma promessa de sol, de renovação, de coisas muito boas. O mês que me trouxe o melhor que sou na vida.
Por tudo e por tanto, querido Setembro, que sejas tão promissor e risonho quanto te espero. Sempre.


» créditos imagem | william hereford

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Kammeroper München: KASPAR HAUSER

Critica sobre a representação do André em Munique

Kaspar Hauser, le nouvel opéra de Dominik Wilgenbus sur des musiques de Schubert, au Château de Nymphenburg





Para interpretar esta personagem complexa, Dominik Wilgenbus e Alexander Krampe encontraram uma pérola rara na pessoa do barítono André Baleiro que ao longo de toda a ópera dá uma interpretação marcante da personagem de Kaspar Hauser, tanto no plano teatral como pelas modelações da sua bela voz, em que a clareza é particularmente notável e que é dotada de uma bela projecção. Trata-se do primeiro trabalho do jovem português no Kammeroper de Munique, onde ele fez uma entrada remarcável.

Uma tradução da crítica . O Google faz uma tradução automática péssima, por isso eu tentei traduzir a parte do artigo que se refere ao André.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Tenho saudades Do meu Alentejo

Ribeira de Fronteira ( Alentejo) 
Tenho saudades
Do meu Alentejo
Todo florido
É como eu o vejo
O cheiro a esteva
A urze também
E o rosmaninho !!
O cheiro que tem
A branca margaça
O pimpilho dourado
E com as papoilas
Ficava encarnado
E os passarinhos
Entre o arvoredo
Com os nossos gritos
Fugiam com medo
Com seu papo branco
A negra andorinha
Construia o ninho
Onde os filhos tinha
Corria a ribeira
D.água cristalina
Lavavam a roupa
Mesmo a mais fina
Era lindo vêr
A roupa a corar
A ouvir a rã
Na rocha a cantar
A cegonha branca
Andava a pescar
O peixe de prata
Pr.ó flho sustentar
O rebanho ia
A sede matar
Estava calôr
Ia-se acarrar
Poema de Maria Alice Colaço

terça-feira, 12 de agosto de 2014

FEITIÇO

Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
Fases de vir para a rua ...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha.

Cecília Meireles

O PASSEIO DE BARCO

Era 2ª feira de Páscoa, e toda a gente foi comer o borrego de Páscoa para o campo.
O Padre da aldeia foi com um grupo de pessoas passar esse dia para junto da ribeira.
Depois do almoço, decidiram ele e uma senhoras muito católicas e muito temerosas a Deus dar uma volta no barco a remos do moleiro.
Quando iam no meio da ribeira, o barco começou a meter água. Ficaram todos muito assustados, ao verem a água a entrar para dentro do barco.
As senhoras começaram a rezar, e de mãos postas pediam a todos os santinhos que as ajudassem.
Então o Padre disse-lhes: - Oh minhas senhoras, ponham-se para aí a rezar e  não queiram chamar o moleiro e verão como isto vai acabar!!!

O AVENTAL

Um casal estava sentado ao lume, depois de um longo dia de trabalho no campo. Estavam os dois muito cansados. A mulher com o conforto do lume adormeceu.
O avental da mulher começou a arder e quando  ela acordou já  as chamas subiam pelo avental.
Oh homem porque  não me disseste  que o avental estava a arder? - perguntou ela toda indignada, tentando apagar as chamas.
Oh mulher eu não gosto de te dar notícias tristes!! - respondeu-lhe o marido com toda a calma

A CARROÇA

Um casal ia tranquilamente na sua carroça puxada pelo seu burrinho para o campo, quando se partiu uma roda, e a carroça ficou tombada.
A mulher assustada com o acidente, começou a rezar: - Valha-nos Nossa Senhora da Orada, valha-nos S. Pedro, valha-nos Nosso Senhor Jesus Cristo, valha-nos Deus!!!
O marido voltou-se para ela e disse: Oh Maria não precisas de chamar tanta gente, porque nós é que temos que levantar a carroça!!!

O CÃO

Um homem tinha um cão que estava muito magro e escanzelado. Um amigo ao ver o cão tão magro chamou-lhe a atenção para isso.
Ele respondeu-lhe: - Vestir e calçar é por conta do dono. A barriga é por conta dele!
O amigo não teve argumentos perante tal resposta.

domingo, 10 de agosto de 2014

EXPLICAÇÃO SOBRE O VIDEO

O fotógrafo Yoji Ookata há 50 anos explora a costa japonesa e fotografa as belezas subaquáticas. Recentemente, estava mergulhando e fotografando próximo a Amami Oshima, no extremo sul do país, quando viu círculos com padrões geométricos e perfeita simetria como Mandalas,  feitas na areia do fundo do oceano. Ficou instigado e foi observar mais de perto. Deparou-se com um peixe que com sua dança ia formando a Mandala. Na verdade, tratava-se de um baiacu em seu ritual de acasalamento.O peixe fazia a Mandala para atrair as femeas e depois de copular o lugar servia para a proteção dos ovos. Isso tudo a 24 metros abaixo do nível do mar.