Um homem tinha um cão que estava muito magro e escanzelado. Um amigo ao ver o cão tão magro chamou-lhe a atenção para isso.
Ele respondeu-lhe: - Vestir e calçar é por conta do dono. A barriga é por conta dele!
O amigo não teve argumentos perante tal resposta.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
EXPLICAÇÃO SOBRE O VIDEO
O fotógrafo Yoji Ookata há 50 anos explora a costa japonesa e fotografa as belezas subaquáticas. Recentemente, estava mergulhando e fotografando próximo a Amami Oshima, no extremo sul do país, quando viu círculos com padrões geométricos e perfeita simetria como Mandalas, feitas na areia do fundo do oceano. Ficou instigado e foi observar mais de perto. Deparou-se com um peixe que com sua dança ia formando a Mandala. Na verdade, tratava-se de um baiacu em seu ritual de acasalamento.O peixe fazia a Mandala para atrair as femeas e depois de copular o lugar servia para a proteção dos ovos. Isso tudo a 24 metros abaixo do nível do mar.
sábado, 9 de agosto de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
DOCE AMÉLIA
DOCE AMÉLIA
Quis fazer-te uma poesia
Lindas palavras diria
Mas não tive inspiração.
E por mais simples que fosse
O coração só me trouxe
Por ti, grande admiração.
Implorei com sentimento
Palavras vindas do vento
Pr’aquela mulher formosa.
Apesar da sua idade
Guarda ainda mocidade
E é linda como uma rosa.
Qu’importa os cabelos brancos
Olha! Não são assim tantos
E as rugas que o rosto tem.
Só tens é que ter vaidade
Pois tiveste a felicidade
De seres mulher e seres mãe.
Não tenhas pena Amelinha
De já não seres garotinha
Como ainda querias ser.
O tempo passa e não pára
E a gente nunca repara
Que a vida é água a correr.
Com amor
Lúcia Cóias
Estremoz, 25 Junho 2014
domingo, 22 de junho de 2014
CANÇÃO DE UMA SOMBRA
Ah, se não fosse a névoa da manhã
E a velhinha janela onde me vou
Debruçar, para ouvir a voz das coisas,
Eu não era o que sou.
Se não fosse esta fonte, que chorava,
E como nós cantava e que secou...
E este sol, que eu comungo, de joelhos,
Eu não era o que sou.
Ah, se não fosse este luar, que chama
Os espectros à vida, e se infiltrou,
Como fluído mágico, em meu ser,
Eu não era o que sou.
E se a estrela da tarde não brilhasse;
E se não fosse o vento, que embalou
Meu coração e as nuvens, nos seus braços,
Eu não era o que sou.
Ah, se não fosse a noite misteriosa
Que meus olhos de sombra provocou,
E de vozes sombrias meus ouvidos,
Eu não era o que sou.
Sem esta terra funda e fundo rio,
Que ergue as assas e sobe, em claro voo;
Sem estes ermos montes e arvoredos,
Eu não era o que sou.
Teixeira de Pascoaes
in Primeiro livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen
CARIDADE
Caridade é, sobretudo, amizade.
Para o faminto - é o prato de sopa.
Para o triste - é a palavra consoladora.
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
Para o ingrato - é o esquecimento.
Para o enfermo - é a visita pessoal.
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
Para a criança - é a protecção construtiva.
Para o velho - é o braço irmão.
Para o inimigo - é o silêncio.
Para o amigo - é o estímulo.
Para o transviado - é o entendimento.
Para o orgulhoso - é a humildade.
Para o colérico - é a calma.
Para o preguiçoso - é o trabalho.
Para o impulsivo - é a serenidade.
Para o leviano - é a tolerância.
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente.
É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes.
Autor desconhecido
Para o faminto - é o prato de sopa.
Para o triste - é a palavra consoladora.
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
Para o ingrato - é o esquecimento.
Para o enfermo - é a visita pessoal.
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
Para a criança - é a protecção construtiva.
Para o velho - é o braço irmão.
Para o inimigo - é o silêncio.
Para o amigo - é o estímulo.
Para o transviado - é o entendimento.
Para o orgulhoso - é a humildade.
Para o colérico - é a calma.
Para o preguiçoso - é o trabalho.
Para o impulsivo - é a serenidade.
Para o leviano - é a tolerância.
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente.
É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes.
Autor desconhecido
QUANDO FORES VELHA
Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;
Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;
Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.
When You Are Old - Yeats
sábado, 21 de junho de 2014
QUADRAS DA QUINTA-FEIRA DA ASCENÇÃO / ORAÇÕES DIVERSAS
Quinta-feira da Ascenção
É que se arranjam amores
Quando o trigo está em chão
E todo o campo cheio de flores
Levantei-me um dia cedo
Quinta-feira da Ascenção
Encontrei Nossa Senhora
Com um raminho d’ouro na mão
Quinta-feira da Ascenção
Toda a erva tem virtude
Quis amar teu coração
Fiz excepção, mas não pude
Quinta-feira da Ascenção
Fiz um risco na parede
Amei o teu coração
Deixá-lo também não hei-de.
*****************
Encontrei Nossa senhora
Quinta-feira da Ascenção
Pedi-lhe uma florinha
Ela me disse que não
Eu lhe tornei a pedir
Deu-me o seu divino cordão
Pintador que tão bem pintas
Pinta-me este divino cordão
Que me deu Nossa Senhora
Quinta-feira da Ascenção
*******************
Levantei-me um dia cedo
Espetei um pico no pé
Bradei a Nossa Senhora
Acudiu-me S. José
S. José foi lá acima
Acender seu candeeiro
Encontrou Nossa Senhora
Com o Menino Verdadeiro
***************
Levantei-me um dia cedo
Por um grande mistrério que havia
Encontrei o Padre Santo
Rezando à Virgem Maria
Padre Santo me procurou
Como ficou por lá Maria?
Ficou numa cama de ouro
Coberta de seda fina
Ainda isso não é nada
Para o que Maria merecia
O sangue dela corria
Para o Cálice consagrado
Quem esta oração rezar quatro almas há-de salvar, a 1ª é a
sua, a 2ª de sua mãe, a 3ª de seu pai, a 4ª de quem mais bem lhe quiser
Amem
*******************
Padre Nosso pequenino
Tem a chave um anjinho
Quem lha deu quem lha daria?
Foi o Filho de Deus
E da Virgem Maria
Já os galos cantam
já os anjinhos se levantam
Já o Deus subiu à cruz
para sempre Jesus
Amem
***************
Oração para a Erzipela ( Erisipela )
Pedro Paulo foi a Roma
Jesus Cristo encontrou e lhe procurou:
De que mal morrem por lá?
De Erzipela, ersiplá
Volta atrás Pedro Paulo
Com este esparto* benzerás
Olho lito** curarás
Fique em louvor da Virgem Maria
Pai Nosso Avé Maria
* corda ** azeite
Reza-se um Pai Nosso e uma Avé Maria
***********
ORAÇÃO DAS QUEIMADELAS ( queimaduras)
Santa Sabina tem sete filhas
Todas sete no fogo ardiam
A Santa, como era Santa
Pedia a Deus e à Virgem
para que este fogo apague
Mas que por adiante não lavre.
Fique em louvor de Deus e da Virgem Maria
Pai Nosso Avé Maria
D. Joaquina Carreiras( 83 anos) natural
de Almadafe
um abraço à prima Joaquina
bom que ela tenha recolhido tantas preciosidades da avó Maria da Barroca - incrível senhora
mulher de 3 maridos
e muito mais atividades
ela própria, analfabeta, tinha a sua produção própria de poesia - lembro-me disso
parabéns à ZU, pela sensibilidade de fazer esta recolha cheia de interesse antropológico
António Saias
bom que ela tenha recolhido tantas preciosidades da avó Maria da Barroca - incrível senhora
mulher de 3 maridos
e muito mais atividades
ela própria, analfabeta, tinha a sua produção própria de poesia - lembro-me disso
parabéns à ZU, pela sensibilidade de fazer esta recolha cheia de interesse antropológico
António Saias
História «O velho, o rapaz e o Burro»
A D. Mónica ( 86 anos) viva e entusiasta de ouvir e contar histórias, lembrou-se da História do Velho, do rapaz e do burro. Costumava contá-la aos netos e assim contou com todo o entusiasmo:
Vivia no monte um homem muito velho que tinha na sua companhia um neto.
Certo dia o velho resolveu descer ao povoado com o seu burro fazendo-se acompanhar
do neto. Seguia a pé o velho e sentado no burro ia o neto. Ao passarem por uma
povoação logo foram criticados pelos que observavam a sua passagem:
- O garoto que é forte montado no burro e o velho coitado é que vai a pé!
Então o velho mandou apear o neto e montou-se ele no burro. Andaram um pouco mais, e pararam numa fonte para matar a sede e aí encontraram duas mulheres a encherem os seus cântaros e elas
disseram:
- Olha para isto! A pobre criança a pé e ele repimpado no burro!
Ordenou então o velho ao neto:
- Sobe rapaz, seguimos os dois montados no burro!
O rapaz obedeceu de imediato e continuaram a viagem. Mas um pouco mais adiante um
homem enfrentou-os com indignação:
- Apeiem-se homens cruéis, querem matar o burrinho?!
O velho resolveu levar o burro às costas, com a ajuda do rapaz. Um pegou nas patas da frente e o outro pelas patas de trás. Iam eles assim, quando passaram por uns homens que andavam a trabalhar no campo e estes disseram:
- Olha, olha, que grande estupidez, levam o burro às costas!! o burro é que os devia carregar, e eles é que carregam com ele!! ah, ah, ah...
O homem e o rapaz resolveram pôr o burro no chão e o velho disse ao rapaz:
Sobe para o burro; continuamos a viagem como começámos. Está visto que não podemos calar a boca
ao mundo. Daqui para a frente faremos o que acharmos mais correcto!
Vivia no monte um homem muito velho que tinha na sua companhia um neto.
Certo dia o velho resolveu descer ao povoado com o seu burro fazendo-se acompanhar
do neto. Seguia a pé o velho e sentado no burro ia o neto. Ao passarem por uma
povoação logo foram criticados pelos que observavam a sua passagem:
- O garoto que é forte montado no burro e o velho coitado é que vai a pé!
Então o velho mandou apear o neto e montou-se ele no burro. Andaram um pouco mais, e pararam numa fonte para matar a sede e aí encontraram duas mulheres a encherem os seus cântaros e elas
disseram:
- Olha para isto! A pobre criança a pé e ele repimpado no burro!
Ordenou então o velho ao neto:
- Sobe rapaz, seguimos os dois montados no burro!
O rapaz obedeceu de imediato e continuaram a viagem. Mas um pouco mais adiante um
homem enfrentou-os com indignação:
- Apeiem-se homens cruéis, querem matar o burrinho?!
O velho resolveu levar o burro às costas, com a ajuda do rapaz. Um pegou nas patas da frente e o outro pelas patas de trás. Iam eles assim, quando passaram por uns homens que andavam a trabalhar no campo e estes disseram:
- Olha, olha, que grande estupidez, levam o burro às costas!! o burro é que os devia carregar, e eles é que carregam com ele!! ah, ah, ah...
O homem e o rapaz resolveram pôr o burro no chão e o velho disse ao rapaz:
Sobe para o burro; continuamos a viagem como começámos. Está visto que não podemos calar a boca
ao mundo. Daqui para a frente faremos o que acharmos mais correcto!
CASA BRANCA
Refrão:
A Nossa aldeia linda
e modesta
De garça Cheia é noiva sempre em festa
Viva a sua gente honesta e franca
Que a baptizou, tão
bem casa branca.
A nossa terra é
pequena
Mas é mais linda que as mais olaré
Lembra uma linda
açucena
Que nasceu entre os
trigais, tão branca é .
De manhã cedo ao
Sol-pôr
Andam risos e
cantigas pelo ar
Vão e vêm do labor
Rapazes e raparigas,
sempre a cantar.
Tem sempre um ar
prazenteiro
Com sua casas
branquinhas, como arminho
Onde há sol o dia
inteiro
E onde vão as
andorinhas fazer o ninho .
Depois ao anoitecer
Reina uma paz tão
fagueira que conforta
Descansa-se com prazer
De inverno junto à lareira, de verão à porta
![]() |
| O POÇO LARGO |
D. Teresinha Leão ( feita nos anos de 1940 para uma peça de teatro que se representou na fábrica de moagem )
Poesia ditada pela Prima Isabelinha ( 84 anos)
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