terça-feira, 20 de maio de 2014

MOTIVAR OS ALUNOS...

Esta foto veio ter à minha página do Facebook. Tinha que a colocar aqui no meu blog. 
Fui professora de Português/Francês durante muitos anos. Nos meus primeiros anos de docência ia de tal modo entusiasmada em partilhar  os meus conhecimentos que nem me apercebia de como alguns (poucos) os miúdos eram desmotivados e desinteressados. Sempre tive alunos difíceis, pois dei aulas em escolas de Lisboa e da região de Lisboa muito complicadas, mas no conjunto da turma (25 e mais) eram uma minoria, por isso não me incomodavam, nem me desmotivavam.
O meu entusiasmo e interesse em dar aulas foi sempre o mesmo. Contudo, com o passar dos anos, os alunos desmotivados, indisciplinados e com maus resultados começaram a aumentar na turma, e já não eram assim tão poucos!
Primeiro, apareceram as televisões e consolas no quarto dos meninos, e muitos dos alunos jogavam noites inteiras, sem que os pais se apercebessem; iam para as aulas cheios de sono e era um castigo para os motivar.
 Depois, apareceram os computadores, e os meninos começaram a "brincar" no computador e a ver filmes durante toda a noite; apareciam-me na aula ensonados, sem mostrarem qualquer interesse na matéria, sem vontade de abrir a mochila ou  sequer olhar para o quadro.
Motivar estes adolescentes para a aprendizagem do português era um dos meus principais objectivos. Sinto que o consegui, mas como eu gostaria de ter tido mais alunos interessados, motivados e trabalhadores!
Os alunos,  muitos deles  vinham de classes média baixa e de classes pobres e desfavorecidas tinham na escola todos os materiais e  livros necessários para complementar os seus estudos; mas muito poucos aproveitavam esses materiais!!
Os computadores na escola tornaram-se ( ou deveriam ter-se tornado!) numa ferramenta de auxilio ao estudo, mas a grande maioria ia para a sala multimédia jogar e imprimir  fotos  que não tinham nada a ver com o estudo. Muito poucos aproveitavam para estudar. Começaram-me a aparecer trabalhos tirados da Internet, de copiar / colar, sem qualidade nenhuma, sem terem sido lidos pelo aluno que os realizou ( quem os lia do princípio ao fim era eu!!!) , e o objectivo de realizar um trabalho de fundo, sobre a matéria dada,  ia por água abaixo!!
Enfim, este era o panorama de uma parte dos  alunos que ao longo deste quarto de século me passaram pelas mãos. 
Muitas vezes usei este provérbio: " Dá Deus nozes a quem não tem dentes!!"

JANTAR ACADEMIA DO BACALHAU

Ontem, sábado dia 17 Maio, a Academia do Bacalhau de Estremoz recebeu a Academia do Bacalhau da zona do Estoril. Eu fui convidada ( ou fiz-me convidada porque gosto muito daquele convívio?!) . O jantar decorreu nas Encostas de Estremoz, um lugar fabuloso, com uma vista para os campos circundantes. Houve uma visita guiada à adega, prova de vinhos ( eu que não bebo, até bebi um dedinho de rosé, muito bom!!!) e dança com as senhoras da Ginarte, que nos presentearam com um belíssimo e bonito espectáculo de dança. Seguiu-se o jantar. Serão muito agradável na companhia de gente muito interessante e simpática. Obrigada por me terem recebido.

Abordagem do guerreiro...


A abordagem do guerreiro é dizer "sim" para a vida: dizer "sim" para tudo, participar alegremente das tristezas do mundo.
 Nós não podemos curar as tristezas do mundo, mas podemos escolher viver em alegria. 
Quando falamos em consertar os problemas do mundo, estamos latindo para a árvore errada. 
O mundo é perfeito. É uma bagunça. Sempre foi uma bagunça!!
 Nós não vamos mudar isso. 
Nosso trabalho é endireitar nossas próprias vidas.
Joseph Campbell

Não sei quem é Joseph Campbell, mas esta sua citação que encontrei no Facebook agrada-me.

CONTOS DA MINHA TERRA: PATRIMÓNIO DO ALENTEJO

CONTOS DA MINHA TERRA: PATRIMÓNIO DO ALENTEJO: Património a preservar... Décimas I Por cá no meu Alentejo Temos o nosso latim A Alcunha é ANEXIM Cesto grande é CABANEJO. Chamam CHA...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

AULA DO DIA 14 DE MAIO

O MEU BISAVÔ JACINTO - EU DOU, EU DOU!!!

O meu bisavô Jacinto André Varela, nasceu em Azaruja, em 15 de Agosto de 1860. 
Sabia ler e escrever. Com 18 anos, veio trabalhar para Casa Branca, como escriturário na Herdade do Mouchão, propriedade da família Reynolds.
 Sabe-se que os irmãos a tia Inácia, a tia Maria, a tia Guilhermina e o tio Manuel foram com a mãe, já viúva, viver para Lisboa, mais propriamente para a Rua da Caridade. 
Jacinto André Varela veio aqui para Casa Branca. Começou a namorar com Anna Rita Ferreira, natural de Casa Branca e casaram. Desse casamento nasceram dois filhos André Ferreira Varela e José Ferreira Varela ( meu avô materno).
Viveram sempre em casa própria, junto ao Adro da Igreja Matriz, no início da Rua da República, que calhou de herança ao meu tio Jacinto Varela e que ele vendeu posteriormente.
O meu avô como empregado de escritório desta grande casa agrícola, sempre teve uma vida desafogada. Para ir para o Mouchão, deslocava-se a cavalo.
Conta-se, que uma vez, o cavalo caiu dentro de um poço que não tinha protecção. Então o meu avô começou a gritar e a chamar pelos homens que trabalhavam na herdade, que o ajudassem a tirar o cavalo de dentro do poço, e dizia: " Tirem-me o cavalo de dentro do poço, eu dou, eu dou, eu dou!!!"
Os homens vieram e com muito custo e trabalho conseguiram tirar o cavalo são e salvo de dentro do poço. Então disseram-lhe: "Oh Sr Jacinto, então o que é que nos dá???"
"Oh rapazes, eu não lhes posso dar nada, não tenho nada meu, sou tão pobre como vocês!!" Respondeu prontamente o meu bisavô. Deve-lhes ter dado um copo de vinho e pouco mais !!!
Trabalhou durante 50 anos na Herdade do Mouchão. Quando já não podia trabalhar, veio para casa com uma pequena reforma dada pelos patrões. 
Ele gostava muito de beber um copinho, e como já não era novo, não aguentava muito vinho. Um dia, ia a cambalear para casa e passou o patrão por ele. Não gostou de o ver bêbado e tirou-lhe a reforma que lhe dava. " Oh, Jacinto olha como vais!!! se o dinheiro que recebes da reforma é para gastares em vinho, a partir de hoje, vou mandar-ta cortar!!" e assim aconteceu. A partir desse dia, deixou de receber reforma.O meu bisavô ficou muito triste e revoltado com o sucedido, pois tinha dedicado uma vida àqueles ingleses vaidosos e autoritários. Faleceu dia 18 de Abril de 1937, cinco anos depois da morte do seu filho José Ferreira Varela de 38 anos, de enfarte do miocárdio.
Casa Branca
Sempre me indignou muito esta história, pois vê-se bem a prepotência do patrão. Não se preocupou em saber se aquele dinheiro lhe ficaria a fazer falta ou não, simplesmente cortou e pronto. ( Afinal agora , eu reformada também estou a sofrer do mesmo, com os cortes nas reformas, que este governo faz indiscriminadamente e injustamente!).
Rua da República

Casa Igual à do meu bisavô

Herdade do Mouchão

Herdade do Mouchão
 Fotos de José Manuel Varela de Almeida Blog Aldeia de Casa Branca


ONDE ESTAVAS NO 25 DE ABRIL DE 1974?

Zé, Zuzu e Marta Maio 1974


Pois é!!!
Estava em casa!!!!  Tinha sido mãe há 3 meses da minha filha Marta. A Rita tinha 4 aninhos. Então eu estava  a tempo inteiro, em casa. 
Por volta das 9 horas, levantei-me para preparar o biberon da bébé e ouvi vozes na rua. Havia pessoas a falarem, da rua para as pessoas que estavam à janela. Abri a janela da sala e vi as minhas vizinhas da frente  entusiasmadíssimas a  falar umas com as outras. Ouvia palavras soltas. Não conseguia perceber o que se estava a passar. Percebi que algo de anormal se passava. Tentei chamar a atenção de uma delas, e perguntei-lhe o que  estava a acontecer??!!
"Não sabemos ao certo, mas parece que há uma revolução em Lisboa.  Na rádio, estão a pedir às pessoas que não saiam de casa. Que se mantenham em casa" - respondeu-me a D. Nisa."Foram os militares que fizeram uma revolução!!"
Fiquei apreensiva, um pouco preocupada, pois o Zé tinha saído, como todas as manhãs, às 7 horas da manhã e trabalhava no Banco Espírito Santo,  na Rua do Comércio. 
Passadas uma ou duas horas chegou o Zé a casa. Quando ele ia apanhar o comboio, alguém o avisou de que tinha havido uma revolução e que ninguém podia passar. A Baixa estava cheia de militares, que obrigavam as pessoas a apanharem o combóio e voltar para casa. O Zé e o colega Barros decidiram não ir para o Rossio. Foram calmamente à praça de Queluz, compraram cada um 1Kg de carapaus e regressaram para casa, em Massamá. Quando ele chegou a casa, fiquei bastante aliviada, pois não sabia nada dele.
Ao almoço, comemos os carapaus fritos com um arrozinho de tomate. Não saímos de casa. Acatámos os conselhos da rádio e da televisão. Não despegámos os olhos da televisão durante todo o dia. Esperávamos ansiosos a apresentação da Junta de Salvação Nacional. Quando vimos aqueles militares, todos medalhados todos muito sérios, muito aprumados, o Galvão de Melo com uma cara que era de fugir, fiquei receosa, não estava a perceber o que aqueles homens de aspecto tão austero e sisudos nos poderiam dar...
A Cacilda e o Barros vieram para nossa casa, passaram a tarde e a noite connosco. Foi um dia muito, muito especial. Lembro-me de sentir um misto de alegria e de ansiedade. Sentir que finalmente o meu desejo de viver num país livre e democrático estava prestes a acontecer... mas o aspecto dos militares da Junta de Salvação Nacional não me tranquilizou muito....
Zuzu e Marta 8 dias

sábado, 10 de maio de 2014

TERTÚLIA MULHERES COM M GRANDE

Cartaz 

Fui convidada para fazer uma conferência sobre um dos temas que mais me apaixonam : As mulheres.
Escolhi o título MULHERES COM M GRANDE e fiz a apresentação em Power Point. Escolhi 15 mulheres que se destacaram na política, na escrita, no desporto, na pintura.
A tertúlia foi apresentada no dia 30 de Abril de 2014, na Sociedade Musical Odivelense, integrada nas Conversas com Principio e Fim, organizadas pelo Carlos Moura e sua mulher a Margarida.
No hall da Sociedade Odivelense
Zuzu















Saímos, eu e o Zé, de Casa Branca por volta das 11 horas da manhã. Fizemos uma viagem calma e tranquila. O tempo estava muito agradável. Chegámos por volta da 1 e meia da tarde a Odivelas. Deixámos o carro junto ao Instituto de Odivelas e fomos procurar a Sociedade Musical Odivelense, eu sabía que era perto da Câmara Municipal e da Biblioteca.
Comemos qualquer coisa num café mesmo junto ao largo do Instituto  e aí perguntámos qual o caminho para a Sociedade. Estávamos muito perto. Era atravessar a rua e subir uma escadinhas e estávamos logo lá. 
Assim, cerca das 14 e 30 horas chegámos à Sociedade. Fomos muito bem recebidos pela funcionária,  D. Elisabete. Sentámo-nos e aguardámos a chegada do Carlos Moura e da Margarida.

A assistência


A assistência

A assistência - D. Matilde muito entusiasmada, com intervenções muito pertinentes

Entretanto chegou o Filipe Ferreira que eu tinha convidado para assistir. O Carlos Moura chegou e começou a preparar o data show , o som e tudo o resto para a apresentação. A Margarida começou a colocar as cadeiras que estavam empilhadas junto à parede. Colocou imensas cadeiras, e eu pensei que não seriam necessárias tantas. 
Pouco a pouco, começaram a chegar pessoas. Conversei com algumas delas. todas estavam muito interessadas na minha conferência. O tema era apelativo.
À hora marcada deu-se inicio à Tertúlia. Estava muito entusiasmada por  poder apresentar o trabalho que tinha feito para a conferência. O  ambiente estava muito bom. A assistência muito interessada. Foi muito agradável e senti-me muito bem. Quando chegou a altura de falar de Maria Lamas, estava uma senhora na plateia, que tinha convivido de muito perto com Maria Lama. Foi muito bom o seu contributo e todos ficámos encantados por sabermos mais alguns pormenores da vida desta mulher. Curiosamente, em Odivelas há um parque com o nome de Maria Lamas, e isso também foi referenciado pela assistência.
Apresentação


Apresentação


























Carlos Moura, Margarida e D. Matilde que conheceu muito bem Maria Lamas
Foi uma tarde muito boa. Senti-me muito bem com as observações que complementaram a minha apresentação, das pessoas da assistência. Convidaram-me para uma próxima conferência do próximo ano. Concordei feliz, pois gostei muito de partilhar os meus poucos conhecimentos com tantas pessoas interessadas

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