segunda-feira, 23 de setembro de 2013

LÍDIA JORGE

Qual a razão de aparecer aqui este texto de Lídia Jorge, perguntarão os meus leitores?? Porque fui aluna da Professora Lídia Jorge e gostava muito das suas aulas, da sua maneira suave, tranquila e serena de transmitir conhecimentos. Por vezes, a sua serenidade  não me deixava ver a mulher escritora, a mulher que através dos seus livros, oferece  uma escrita que me prende  desde a primeira página. Apropriei-me deste texto, porque me revejo nele... completamente...

Nascidos para Ler  

2007-11-05 17:31:34
Em que dia nos transformámos em leitores para sempre? Cada um de nós lembrará a sua história. Recordará um colo, um abraço, um livro colocado na mão de alguém, uma estante, um professor, uma certa noite, um certo dia. Aquele momento e aquela hora em que se associou uma voz humana com a capacidade de multiplicar imagens infinitas dentro da cabeça, e de permeio estavam folhas escritas. Alguém que de súbito põe a mão na máquina que roda o filme das letras, e o cinema começa a correr por dentro da nossa vida. Alguém que depois nos coloca diante duma estante e nos diz – Aqui tens, tantos seres humanos quanto as lombadas, tantos filmes quantas as páginas. És um homem livre.
Em que dia, então, nos transformámos em leitores para sempre? Em que dia começámos a nascer para ler? Em que mês do ano aconteceu esse acaso da multiplicação dos Espaços dentro das nossas vidas? Ao mesmo tempo Ulisses e os cinco Compson?
Faço estas perguntas e estou a pensar numa ideia nova, talvez a única ideia revolucionária que desde as últimas décadas a Europa foi capaz de criar. Que se conheça, a única que tem como sujeito um homem novo. É a ideia maravilhosa de que todas as crianças do Mundo devem ser concebidas como seres nascidos para ler. O que equivale a dizer que a leitura deve ser elevada à categoria duma segunda natureza da pessoa. E que a sociedade deve promovê-la como um elemento tão importante quanto se lhe reconhece o direito a uma família ou um alimento. A ideia de que esse direito imprescindível deve ser promovido pelos Estados e por todos aqueles que sabem que a leitura amplia a vida, como um dever de contágio formidável. Esta, sim, é uma ideia de Futuro e aponta para um novo paradigma de instrução para a Liberdade, no momento em que se desenham no horizonte rumores de pensamentos únicos e amnésias planificadas. O que os novos planos de leitura, que hoje em dia se implantam um pouco por toda a parte, trazem de novo é isso mesmo - Servem para proporcionar a hipótese de que esses momentos inaugurais de encontro com um livro colocado entre os olhos da criança e o abraço, se multipliquem, uma e outra vez, se prolonguem, mudem de local e de suporte, mudem de figuras e de géneros, mas que estejam sempre lá. À espera do acaso. O que significa que proporcionar esse acaso se transformou num dever. E porque não dizê-lo? - Para muitos países, como o nosso, talvez esta seja uma oportunidade única para nos transformarmos da antiga nação que somos com relutância à leitura, numa sociedade aberta, moderna, civilizada pelos livros.

Lídia Jorge    

   http://www.lidiajorge.com/post.php?id=63&post=6

sábado, 21 de setembro de 2013

Las últimas composiciones de Violeta Parra (Completo) - Violeta Parra

PORQUÊ ESCREVER SOBRE VIOLETA PARRA?

Porque desde muito nova me foi dado a oportunidade de conhecer a sua obra discográfica, em casa do meu tio Jacinto, homem de grande cultura, apaixonado por tudo  o que fosse boa música, grandes interpretes e pessoas que viveram sempre com o objectivo de tornar melhor o mundo em que vivemos .
Por isso, desde sempre ouvi Violeta Parra e ainda adolescente, as suas canções davam-me um enorme prazer a ouvi-las e percebia que a sua mensagem era uma mensagem forte, carregada de uma consciência política e humanitária.
Ainda hoje, quando a ouço cantar, (por isso quis partilhar convosco duas das suas melhores canções!) me sinto arrebatada pelo som melodioso da sua voz, pela forma convicta que ela utiliza para transmitir as suas ideias... adoro ouvir Violeta Parra.
Fui á Wikipédia buscar informações biográficas, pois não sabia muito bem quem era e foi Violeta Parra. Fiquei ainda mais a admirá-la, pois foi uma mulher forte, revolucionária e apaixonada, características que eu entre muitas outras qualidades, admiro numa mulher.
Bem Haja Violeta Parra por me proporcionares com as tuas canções momentos de verdadeiro e puro prazer

VIOLETA PARRA - MULHER E REVOLUCIONÁRIA

Violeta Parra
Violeta del Carmen Parra Sandoval (San Carlos4 de outubro de 1917 — Santiago do Chile5 de fevereiro de 1967) foi uma compositoracantora,artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista daquele país e fundadora da música popular chilena.

Biografia

Nasceu em San Carlos, província de Ñuble. Realizou seus estudos escolares até o segundo ano do secundário, abandonando-os em 1934, para trabalhar e cantar com seus irmãos em bares e circos, desenvolvendo uma importante carreira musical, como autodidata, a partir dos 9 anos.

Em 1938, casou-se pela primeira vez e dessa união, teve dois filhos, Isabel e Ángel, que também viriam a se tornar compositores e intérpretes importantes.
Viveu em Valparaíso entre 1943 e 1945, e voltou a Santiago, para cantar junto com seus filhos. Em 1949 voltou a se casar e teve duas filhas dessa nova união. Em 1952 começou a pesquisar as raízes folclóricas chilenas e compôs os primeiros temas musicais que a fariam famosa. Em 1954, quando já tinha o seu próprio programa de rádio, começou um rigoroso estudo das manifestações artísticas populares. Durante o ano de 1955 visitou a União SoviéticaLondres e Paris, cidade onde residiu por dois anos. Realizou gravações para a BBC e os selos Odeón e "Chant du Monde". Em 1957 radicou-se em Concepción, voltando a Santiago no ano seguinte para começar sua produção plástica. Percorreu todo o país, recompilando e difundindo informações sobre o folclore. Em 1961, mudou-se para a Argentina, onde fez grande sucesso com suas apresentações. Voltou a Paris e ali permaneceu por três anos, percorrendo várias cidades da Europa, destacando-se suas visitas a Genebra. Em 1965 voltou ao Chile, viajou para a Bolívia e, ao regressar a seu país, instalou uma grande tenda na comuna de La Reina, com o plano de convertê-la em um centro de referência para a cultura folclórica do Chile, juntamente com os filhos, Ángel e Isabel, e os folcloristas Patricio Manns, Rolando Alarcón e Víctor Jara, entre outros. No entanto, a iniciativa não obteve sucesso.
Emocionalmente abatida pelo fracasso do empreendimento e pelo dramático final de um relacionamento amoroso, Violeta Parra suicidou-se em 5 de fevereiro de 1967, na tenda de La Reina.

Política

Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis, como a canção "Volver a los 17", que mereceu uma antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa. Outra de suas canções, "La Carta", cantada em momentos de enorme comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, tem entre os seus versos o que diz "Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia". Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como "Gracias a la vida" (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de "Rin de Angelito", quando descreve a morte de um bebê pobre: "No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã".

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A MINHA MARTA: O avô Vitalino foi à tua procura nas nuvens do Alentejo

A MINHA MARTA: O avô Vitalino foi à tua procura nas nuvens do Alentejo...: Minha Marta Faz hoje  um mês, dia 2 de Agosto de 2013 que o avô Vitalino foi fazer-te companhia. Penso que já se encontraram os dois n...

A CASA VAZIA...

A CASA VAZIA DOS MEUS PAIS QUE NELA HABITARAM 65 ANOS 
A casa dos meus pais está fechada  desde que o meu pai Vitalino partiu e a minha mãe Amélia veio para minha casa. Entro, o vazio e o silêncio reinam ali. Tudo está no seu lugar, nada se alterou, no entanto, quando entro vejo que a casa está vazia, triste, escura, sózinha... as cadeiras onde todos os dias se sentavam à volta da camília, estão ali, postas à espera que os donos da casa regressem e se sentem tranquilamente a ver a televisão, a comer, a conversar. A casa de jantar onde sempre podíamos encontrar o pai Vitalino entusiasmado com o programa do Preço Certo, do Portugal em Directo e dos Batanetes, que o faziam rir, naquele rir fácil que sempre teve.
Eu chegava e estavam os dois sentados a ver o programa, depois do beijo da chegada, eu sentava-me disposta a fazer-lhes companhia, e a minha mãe começava a conversar comigo, enquanto o meu pai continuava entusiasmado com o programa que estava a ver. O som da televisão estava alto, pois o ouvido do meu pai já não estava nas melhores das formas, as palavras dos apresentadores interferiam com a nossa conversa, então a  minha mãe dizia logo: " Oh Vitalino, baixa isso!!! estás a levar tanto tempo a baixar o som!!!!" ao mesmo tempo que lhe fazia gestos para que ele baixasse o som... e o meu pai, com os seus 90 anos, procurava o comando, com a mão a tremer, procurava o botão do volume, e tudo isto era feito com ele a olhar entusiasmado para a televisão... a minha mãe não desarmava: " Vitalino, estás a levar tanto tempo!! baixa lá o som!"  e ele,coitado, fazia o que a minha mãe lhe pedia... então eu via que ele ia perder o melhor do programa e dizia a minha mãe: " Oh mãe!! nós é que estamos a conversar e a incomodar o pai!!... vamos para a cozinha!!!.... o pai está tão entusiasmado com a televisão!!..." Umas vezes íamos mesmo para a cozinha para conversarmos e o deixarmos à vontade com os seus programas preferidos, outras vezes a minha mãe levava a melhor, de tal maneira, que o meu pai na sua calma e tranquilidade que lhe eram características desligava a televisão. Então, nós as duas dizíamos em unissuno:" Oh pai! oh Vitalino! não era preciso desligar a televisão!!! era apenas baixar o som!!!"  e o meu pai, na sua postura habitual calma e bonacheirona dizia: " Não faz mal! o programa não me estava a interessar!" e tentava convencer-nos de que era mesmo verdade.... que não estava interessado... contudo, passados uns cinco minutos já estava a ligar de novo a televisão, na sua maneira muito peculiar de pegar no comando, com a sua mão trémula, elevava o braço e apontava o comando para a televisão enquanto carregava com toda a força nos botões ...
Assim, era muitas e muitas das vezes em que eu ia vê-los, por volta das seis horas da tarde, depois de se terem levantado da sesta e de terem lanchado o seu chá quente com bolos, bolachas ou broas. 
Hoje, entro na casa vazia, rodeada de silêncio, acendo as luzes, pois não quero abrir as janelas, e entro nos quartos, na sala, na cozinha, na loja e o cheiro dos meus pais que habitaram aquela casa 65 anos, perdura nela, nas roupas penduradas nos roupeiros, nas gavetas cheias  com as suas roupas e os seus objectos pessoais  e vejo que a casa nunca mais será a mesma, nunca mais o som da televisão se sobreporá às nossas conversas...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

MANDALAS ABUNDANCIA MÙSICA SHAMAN ABUNDANCE MANDALA MUSIC SHAMAN 頂禮豐富音樂薩滿

DIAS... TRISTES

Dos 365 dias do ano, grande parte deles são passados sem quaisquer acontecimentos relevantes... alguns dias são passados com indiferença, sem olhar a passagem do tempo, chegando à noite e vendo que nada fiz nem nada aconteceu de interessante... noutros a angústia e a tristeza entranham-se nos segundos dos dias e nesses eu sinto-me mal, angustiada e triste, por vezes sem uma razão aparente... noutros dias acontecem coisas muito importantes , que deixam a marca, de tal maneira forte que nunca mais esquecemos a data... foi assim no dia 2 de Julho.
Sem que nada o fizesse prever, o meu pai que dormia a sesta, sentiu-se mal, chamei o INEM que o transportou para o hospital, pois via-se que o meu pai não estava nada bem. Recordo-o a ser levado na maca, a tentar dizer-me qualquer coisa, que não sei o que seria, e os bombeiros a recolocarem-lhe a máscara do oxigénio que ele tinha tirado para poder falar comigo. 
Nunca pensei que seriam aqueles os últimos minutos que via o meu pai com vida; pensava que ele regressaria recuperado da indisposição que ele sentia... mas o seu coração não resistiu e a meio do caminho, na estrada de Santo Amaro a ambulância teve que parar, chamaram os paramédicos e tentaram ali, debaixo de um sol abrasador, num dia quentíssimo de verão, reanimá-lo. Não conseguiram que o seu coração voltasse a bater, assim, ele deu o seu último suspiro longe dos que ele amava... é assim que agora morremos.... sem uma mão amiga e reconfortante, que aperte a nossa para dizer adeus... para dizer que partimos para sempre... 
É tão estranho saber que não nos despedimos, que não dissemos a última palavra de conforto... 
Como tenho sentido a sua falta... palavras de amor ficaram por dizer... palavras que lhe dariam conforto no seu último suspiro... em quem pensaria ele, qual de nós, os mais próximos, teriam feito parte dos seus últimos pensamentos?
Mãe Amélia, Pai Vitalino e Zuzu, última foto do pai Vitalino
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

citação

A vida do homem é o que os seus pensamentos fazem dela

Marco Aurélio (Imperador Romano)

palavras de um sofredor

Tu podes compreender a minha dor, mas eu é que a sinto!!!!

Madrileno a um jornalista no atentado de Atocha em 11/3/2005

Como um livro aberto: Quando não se sabe que o céu pode ser ainda mais negro

Como um livro aberto: Quando não se sabe que o céu pode ser ainda mais negro

Palavras de Mário Quintana

TEXTOS E PENSAMENTOS de Mário Quintana Nasceu em 30/7/1906    Faleceu 5/5/1994
A MINHA PANTUFA

Poeminha do contra
Todos esses que aí estão atravacancando meu caminho,
Eles passarão...  Eu passarinho!
 A arte de ser bom
Sê bom; mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão
 O milagre
Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia e do lábio amigo brotam palavras de eternp encanto
Dias mágicos em que os burgueses espiam, através das vidraças dos escritórios, a graça gratuita das nuvens.
 Quem não compreende um olhar, tão pouco compreenderá uma longa explicação.
Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo.
 O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores .
Cada pessoa pensa como pode...
Os verdadeiros analfabetos são os que aprendem a ler e não lêem...
O tempo é a insónia da eternidade.O despertador é um acidente  de tráfego do sono.

Sentir primeiro , pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, , cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois .

Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais. O excesso de gente impede de ver as pessoas...
Não importa saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente.
O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
Esses que puxam conversa sobre se chove ou não chove – não poderão ir para o céu! Lá faz sempre bom tempo!
A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe...
Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe tinham roubado a carteira: Nada se perde, tudo muda de dono.
O Ruim dos filmes de farwest é que os tiroteios acordam-nos no melhor do sono


domingo, 14 de julho de 2013

Amália Rodrigues - Grito

A MEU PAI


PAI VITALINO E ZUZU
A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mix do YouTube (lista de reprodução)


Mix do YouTube (lista de reprodução)



O grito

Amália Rodrigues

Silêncio!
Do silêncio faço um grito,
Que o corpo todo me dói.
Deixai-me chorar um pouco...

Sombra, à sombra,
A um céu, tão recolhido
De sombra assombrada
Já lhe perdi o sentido.

Ó céu!
É que me falta luz,
É que me falta uma estrela.
Chora-se mais,
Quando se vive atrás dela.

E eu,
A quem o céu esqueceu,
Sou eu que o mundo perdeu.
Só choro agora
Por quem morre e já não chora.

Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira,
Há sempre uma companheira:
Uma profunda amargura.

Ai, solidão!
Que me fora escorpião!
Ai, solidão!
E se mordera a cabeça!

Deus!
Já fui pra além da vida!
Do que já fui, tenho sede!
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.

Adeus!
Vida que tanto duras!
Vem morte,
Que tanto tardas!
Ai, como dói
A solidão, quase loucura!

Link: http://www.vagalume.com.br/amalia-rodrigues/grito.html#ixzz2UjQiw4DT

AMÁLIA RODRIGUES

Foto de Amália Rodrigues