A vida do homem é o que os seus pensamentos fazem dela
Marco Aurélio (Imperador Romano)
segunda-feira, 22 de julho de 2013
palavras de um sofredor
Tu podes compreender a minha dor, mas eu é que a sinto!!!!
Madrileno a um jornalista no atentado de Atocha em 11/3/2005
Madrileno a um jornalista no atentado de Atocha em 11/3/2005
Palavras de Mário Quintana
TEXTOS E PENSAMENTOS de Mário Quintana
Nasceu em 30/7/1906 Faleceu 5/5/1994
| A MINHA PANTUFA |
Poeminha do contra
Todos esses que aí estão atravacancando
meu caminho,
Eles passarão... Eu passarinho!
Sê bom; mas ao
coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão
Dias
maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia e do lábio amigo brotam
palavras de eternp encanto
Dias mágicos
em que os burgueses espiam, através das vidraças dos escritórios, a graça
gratuita das nuvens.
Se alguém te
perguntar o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer
com este mundo.
Cada pessoa
pensa como pode...
Os
verdadeiros analfabetos são os que aprendem a ler e não lêem...
O tempo é a
insónia da eternidade.O despertador
é um acidente de tráfego do sono.
Sentir
primeiro , pensar depois
Perdoar
primeiro, julgar depois
Amar
primeiro, educar depois
Esquecer
primeiro, aprender depois
Libertar
primeiro, ensinar depois
Alimentar
primeiro, , cantar depois
Possuir
primeiro, contemplar depois
Agir
primeiro, julgar depois
Navegar primeiro,
aportar depois
Viver primeiro,
morrer depois .
Sempre me
senti isolado nessas reuniões sociais. O excesso de gente impede de ver as
pessoas...
Não importa
saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na
gente.
O segredo é
não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até
você.
Esses que
puxam conversa sobre se chove ou não chove – não poderão ir para o céu! Lá faz
sempre bom tempo!
A alma é essa
coisa que nos pergunta se a alma existe...
Reflexão de
Lavoisier ao descobrir que lhe tinham roubado a carteira: Nada se perde, tudo
muda de dono.
O Ruim dos
filmes de farwest é que os tiroteios acordam-nos no melhor do sono
domingo, 14 de julho de 2013
A MEU PAI
| PAI VITALINO E ZUZU |
A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
quarta-feira, 10 de julho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
O grito
Amália Rodrigues
Silêncio!
Do silêncio faço um grito,
Que o corpo todo me dói.
Deixai-me chorar um pouco...
Sombra, à sombra,
A um céu, tão recolhido
De sombra assombrada
Já lhe perdi o sentido.
Ó céu!
É que me falta luz,
É que me falta uma estrela.
Chora-se mais,
Quando se vive atrás dela.
E eu,
A quem o céu esqueceu,
Sou eu que o mundo perdeu.
Só choro agora
Por quem morre e já não chora.
Do silêncio faço um grito,
Que o corpo todo me dói.
Deixai-me chorar um pouco...
Sombra, à sombra,
A um céu, tão recolhido
De sombra assombrada
Já lhe perdi o sentido.
Ó céu!
É que me falta luz,
É que me falta uma estrela.
Chora-se mais,
Quando se vive atrás dela.
E eu,
A quem o céu esqueceu,
Sou eu que o mundo perdeu.
Só choro agora
Por quem morre e já não chora.
Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira,
Há sempre uma companheira:
Uma profunda amargura.
Ai, solidão!
Que me fora escorpião!
Ai, solidão!
E se mordera a cabeça!
Deus!
Já fui pra além da vida!
Do que já fui, tenho sede!
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.
Adeus!
Vida que tanto duras!
Vem morte,
Que tanto tardas!
Ai, como dói
A solidão, quase loucura!
Link: http://www.vagalume.com.br/amalia-rodrigues/grito.html#ixzz2UjQiw4DT
Que nem mesmo essa é inteira,
Há sempre uma companheira:
Uma profunda amargura.
Ai, solidão!
Que me fora escorpião!
Ai, solidão!
E se mordera a cabeça!
Deus!
Já fui pra além da vida!
Do que já fui, tenho sede!
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.
Adeus!
Vida que tanto duras!
Vem morte,
Que tanto tardas!
Ai, como dói
A solidão, quase loucura!
Link: http://www.vagalume.com.br/amalia-rodrigues/grito.html#ixzz2UjQiw4DT
terça-feira, 28 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Quando a morte não mata
Quando a morte não mata (Poema publicado por José Manuel Varela de Almeida
Eu não tenho muito jeito para as palavras, mas o meu Tio José Varela, tinha um dom especial para as colocar no papel. Quero deixar aqui um Poema que foi escrito por ele em 1987 após a morte de sua Mãe, nossa Avó, Barbara Falcato Varela, que é lindíssimo e que agora dedico a ele também.
O teu corpo morreu, mãe...
Só o teu corpo.
E porque, eu compreendo agora
Que um corpo morre quando a alma não cabe nele.
Almas grandes e nobres como a tua,
Sufocam, prisioneiras, das grades do corpo.
E libertam-se.
E a tua libertou-se.
E agora que o teu corpo ficou vazio, mãe,
- E porque tão viva vives dentro de mim -
Absurdo, pôr mais em dúvida a imortalidade da alma.
Mesmo o teu corpo não perecerá em vão:
Em paulatina osmose ele regressará à terra,
(À terra que ele já foi e de onde tudo vem,
A terra que guarda em si a génese de todas as coisas)
E viverá nas plantas...
E viverá nas flores...
E viverá nos frutos;
Nos frutos que darão a vida aos pássaros.
Logo, mãe, eu concluo:
A natureza é a sublimação das coisas,
E eu tenho-te agora maior do que tudo no Mundo.
Do tamanho do Universo.
Estarás agora em tudo,
E no nada,
E na natureza.
E nela viverás em cada Primavera
Que se renova,
Sempre. Sempre. SEMPRE!
O teu corpo morreu, mãe...
Só o teu corpo.
E porque, eu compreendo agora
Que um corpo morre quando a alma não cabe nele.
Almas grandes e nobres como a tua,
Sufocam, prisioneiras, das grades do corpo.
E libertam-se.
E a tua libertou-se.
E agora que o teu corpo ficou vazio, mãe,
- E porque tão viva vives dentro de mim -
Absurdo, pôr mais em dúvida a imortalidade da alma.
Mesmo o teu corpo não perecerá em vão:
Em paulatina osmose ele regressará à terra,
(À terra que ele já foi e de onde tudo vem,
A terra que guarda em si a génese de todas as coisas)
E viverá nas plantas...
E viverá nas flores...
E viverá nos frutos;
Nos frutos que darão a vida aos pássaros.
Logo, mãe, eu concluo:
A natureza é a sublimação das coisas,
E eu tenho-te agora maior do que tudo no Mundo.
Do tamanho do Universo.
Estarás agora em tudo,
E no nada,
E na natureza.
E nela viverás em cada Primavera
Que se renova,
Sempre. Sempre. SEMPRE!
MENINAS MASCARADAS
Ao centro a Marianita ( Mariana Alves Mira), filha da Tiasinha ( Monica, irmã mais velha do Tio Zé Alves). À esquerda, suponho, a Maria Guiomar , filha do Tio João Alves e à direita talvez uma prima da Maria Guiomar, enfim estes nomes também dizem muito pouco ou nada à maior parte de vós.
Como era diferente o carnaval nesta altura, e nem pensam como senti o tempo que passou ao escrever " anos 20 do século passado" e na minha memória ter muito vivas as pessoas que viveram este tempo.
AVÔ ANÍBAL
Avô Anibal - Parte I (Texto da Ana Alves)
| CASAMENTO DO TIO ANÍBAL E DA TIA NATÁLIA SIMÕES |
Lembro-me dele sempre meio velho, de barbas, barrigudo, careca (havia até uma gaiata parva lá na rua, que lhe chamava Pai Natal, que eu achava absurdo, o Pai Natal era a MariFelismina...), e a tremer... E o que ele tremia... Lembro-me que de manhã ele ia sempre levar o leite com nesquik e miluvit à minha avó, e não era preciso ser-se um Sherlock Homes para descobrir exactamente o caminho percorrido por ele, bastava seguir as gotas de leite, e eu um mini Watson, lá ia atrás dele com uma esponja na mão a limpar.
Era o meu avô que me acordava todas as manhã para eu ir à escola. Durante a semana, acordava-me da seguinte maneira: enfiava-me a mão debaixo dos lençois e procurava um pé, assim que o descobria, desatava a puxar-me os dedos, a fazer cócegas, a puxar os dedos, a puxar, e eu, a encolher-me, a encolher, até que ficava toda deitada só na almofada e dizia "já acordei!!", e ele ia todo contente preparar o leite com nesquik e miluvit para a minha avó. Quando chegava o fim-de-semana, era diferente, a especialidade era outra. Imaginem-se a dormir profundamente, e quando menos estão à espera, PIMBA, um saco gorduroso com cheiro a brinhol, vulgo farturas, e cheio de brinhol na cara. Era extraordinário, por mais que eu o tentasse enganar, ou esconder a cara, ele acertava sempre, eu tinha mesmo que levar com aquele saco na cara pela manhã, escusado será dizer que ainda hj o brinhol não é o doce de feira que mais me encanta...
publicada por Rosa Albardeira
O BLOG DOS FALCATOS A NU... ESPERO QUE ME PERDOEM...
Tenho uma explicação a dar aos meus queridos familiares que escrevem como eu no blog "Falcatos a nu..."
Há muito tempo que este blog está praticamente inactivo, o que é uma pena, pois há textos e fotos de família que eu não queria perder de todo. Assim, tomei a ousadia de ir buscar alguns posts ao blog e colocá-los aqui no meu. Penso que não vão ficar zangados comigo, pois esta atitude é como já anteriormente disse, uma forma de não deixar que belíssimos textos caiam no esquecimento. As fotos de tantos acontecimentos que vivemos juntos são uma forma de mostrar como somos uma família unida e divertida.
as minhas desculpas
zuzu
sexta-feira, 24 de maio de 2013
ARVORE GENEALÓGICA FEITA PELA TIA MARILENA
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