segunda-feira, 22 de julho de 2013

Palavras de Mário Quintana

TEXTOS E PENSAMENTOS de Mário Quintana Nasceu em 30/7/1906    Faleceu 5/5/1994
A MINHA PANTUFA

Poeminha do contra
Todos esses que aí estão atravacancando meu caminho,
Eles passarão...  Eu passarinho!
 A arte de ser bom
Sê bom; mas ao coração prudência e cautela ajunta. Quem todo de mel se unta, os ursos o lamberão
 O milagre
Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia e do lábio amigo brotam palavras de eternp encanto
Dias mágicos em que os burgueses espiam, através das vidraças dos escritórios, a graça gratuita das nuvens.
 Quem não compreende um olhar, tão pouco compreenderá uma longa explicação.
Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo.
 O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores .
Cada pessoa pensa como pode...
Os verdadeiros analfabetos são os que aprendem a ler e não lêem...
O tempo é a insónia da eternidade.O despertador é um acidente  de tráfego do sono.

Sentir primeiro , pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, , cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois .

Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais. O excesso de gente impede de ver as pessoas...
Não importa saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente.
O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
Esses que puxam conversa sobre se chove ou não chove – não poderão ir para o céu! Lá faz sempre bom tempo!
A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe...
Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe tinham roubado a carteira: Nada se perde, tudo muda de dono.
O Ruim dos filmes de farwest é que os tiroteios acordam-nos no melhor do sono


domingo, 14 de julho de 2013

Amália Rodrigues - Grito

A MEU PAI


PAI VITALINO E ZUZU
A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mix do YouTube (lista de reprodução)


Mix do YouTube (lista de reprodução)



O grito

Amália Rodrigues

Silêncio!
Do silêncio faço um grito,
Que o corpo todo me dói.
Deixai-me chorar um pouco...

Sombra, à sombra,
A um céu, tão recolhido
De sombra assombrada
Já lhe perdi o sentido.

Ó céu!
É que me falta luz,
É que me falta uma estrela.
Chora-se mais,
Quando se vive atrás dela.

E eu,
A quem o céu esqueceu,
Sou eu que o mundo perdeu.
Só choro agora
Por quem morre e já não chora.

Solidão!
Que nem mesmo essa é inteira,
Há sempre uma companheira:
Uma profunda amargura.

Ai, solidão!
Que me fora escorpião!
Ai, solidão!
E se mordera a cabeça!

Deus!
Já fui pra além da vida!
Do que já fui, tenho sede!
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.

Adeus!
Vida que tanto duras!
Vem morte,
Que tanto tardas!
Ai, como dói
A solidão, quase loucura!

Link: http://www.vagalume.com.br/amalia-rodrigues/grito.html#ixzz2UjQiw4DT

AMÁLIA RODRIGUES

Foto de Amália Rodrigues

Grito - Amália Rodrigues


Jorge Salgueiro & Risoleta Pedro - Conquista-me


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quando a morte não mata

Quando a morte não mata  (Poema publicado por José Manuel Varela  de Almeida
Eu não tenho muito jeito para as palavras, mas o meu Tio José Varela, tinha um dom especial para as colocar no papel. Quero deixar aqui um Poema que foi escrito por ele em 1987 após a morte de sua Mãe, nossa Avó, Barbara Falcato Varela, que é lindíssimo e que agora dedico a ele também.

O teu corpo morreu, mãe...
Só o teu corpo.
E porque, eu compreendo agora
Que um corpo morre quando a alma não cabe nele.
Almas grandes e nobres como a tua,
Sufocam, prisioneiras, das grades do corpo.
E libertam-se.
E a tua libertou-se.
E agora que o teu corpo ficou vazio, mãe,
- E porque tão viva vives dentro de mim -
Absurdo, pôr mais em dúvida a imortalidade da alma.
Mesmo o teu corpo não perecerá em vão:
Em paulatina osmose ele regressará à terra,
(À terra que ele já foi e de onde tudo vem,
A terra que guarda em si a génese de todas as coisas)

E viverá nas plantas...
E viverá nas flores...
E viverá nos frutos;
Nos frutos que darão a vida aos pássaros.
Logo, mãe, eu concluo:
A natureza é a sublimação das coisas,
E eu tenho-te agora maior do que tudo no Mundo.
Do tamanho do Universo.
Estarás agora em tudo,
E no nada,
E na natureza.

E nela viverás em cada Primavera
Que se renova,
Sempre. Sempre. SEMPRE!

MENINAS MASCARADAS

Ao centro a Marianita ( Mariana Alves Mira), filha da Tiasinha ( Monica, irmã mais velha do Tio Zé Alves). À esquerda, suponho, a Maria Guiomar , filha do Tio João Alves e à direita talvez uma prima da Maria Guiomar, enfim estes nomes também dizem muito pouco ou nada à maior parte de vós.



Como era diferente o carnaval nesta altura, e nem pensam como senti o tempo que passou ao escrever " anos 20 do século passado" e na minha memória ter muito vivas as pessoas que viveram este tempo.

AVÔ ANÍBAL

Avô Anibal - Parte I    (Texto da Ana Alves)

CASAMENTO DO TIO ANÍBAL E DA TIA NATÁLIA SIMÕES
O único Falcato com que privei ao longo da minha vida, era um Falcato arraçado de Alves, um Falcat'Alves, e era meu avô. Como não sei muitas estórias de Falcatos, apenas posso contribuir com as deste Falcato, o arraçado.
Lembro-me dele sempre meio velho, de barbas, barrigudo, careca (havia até uma gaiata parva lá na rua, que lhe chamava Pai Natal, que eu achava absurdo, o Pai Natal era a MariFelismina...), e a tremer... E o que ele tremia... Lembro-me que de manhã ele ia sempre levar o leite com nesquik e miluvit à minha avó, e não era preciso ser-se um Sherlock Homes para descobrir exactamente o caminho percorrido por ele, bastava seguir as gotas de leite, e eu um mini Watson, lá ia atrás dele com uma esponja na mão a limpar.
Era o meu avô que me acordava todas as manhã para eu ir à escola. Durante a semana, acordava-me da seguinte maneira: enfiava-me a mão debaixo dos lençois e procurava um pé, assim que o descobria, desatava a puxar-me os dedos, a fazer cócegas, a puxar os dedos, a puxar, e eu, a encolher-me, a encolher, até que ficava toda deitada só na almofada e dizia "já acordei!!", e ele ia todo contente preparar o leite com nesquik e miluvit para a minha avó. Quando chegava o fim-de-semana, era diferente, a especialidade era outra. Imaginem-se a dormir profundamente, e quando menos estão à espera, PIMBA, um saco gorduroso com cheiro a brinhol, vulgo farturas, e cheio de brinhol na cara. Era extraordinário, por mais que eu o tentasse enganar, ou esconder a cara, ele acertava sempre, eu tinha mesmo que levar com aquele saco na cara pela manhã, escusado será dizer que ainda hj o brinhol não é o doce de feira que mais me encanta...
publicada por Rosa Albardeira

O BLOG DOS FALCATOS A NU... ESPERO QUE ME PERDOEM...

Tenho uma explicação a dar aos meus queridos familiares que escrevem como eu no blog "Falcatos a nu..."
Há muito tempo que este blog está praticamente inactivo, o que é uma pena, pois há textos e fotos de família que eu não queria perder de todo. Assim, tomei a ousadia de ir buscar alguns posts ao blog e colocá-los aqui no meu. Penso que não vão ficar zangados comigo, pois esta atitude é como já anteriormente disse, uma forma de não deixar que belíssimos textos caiam no esquecimento. As fotos de tantos acontecimentos que vivemos juntos são uma forma de mostrar como somos uma família unida e divertida.
as minhas desculpas
zuzu

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ARVORE GENEALÓGICA FEITA PELA TIA MARILENA


Ora aqui está a árvore geneológica da família Falcato Alves. Muito frondosa para mal de quem a teve que desenhar... Eram tantos os ramos que me esqueci do meu e parece que não faço parte da irmandade. Todos os anos há novos rebentos pelo que se torna difícil a actualização.

A KIKICA


A kikika , Francis, ou Francisca como vem no B.I.

As minhas filhas eram muito ligadas a ela que retribuía na mesma moeda e lhes fazia todas as vontades.
Na Primária a professora da Lena mandou-as fazer uma composição sobre a pessoa de quem mais gostassem. Como era de prever todas falaram da mãe ou, no caso de já não a terem , de quem a substituísse: avó, madrinha, etc.
A boa da Lena, que até tinha muito jeito para escrever, começou mais ou menos assim:
Chama-se Francisca mas para mim é a Quiquica. E por ali continuava enumerando todas as qualidades da sua amiga, até a professora ver o que ela estava a escrever.
-Então tu vais escrever sobre uma CRIADA?!!! como sendo a pessoa de quem mais gostas?!!
Não tens a tua mãe, o teu pai ou mesmo a tua avó? Uma criada!!! E, dizendo isto, amarfanhou-lhe a redacção e fê-la começar de novo.
Chegou a casa muito zangada. Pois se era da Quiquica que ela gostava mais, porque é que teria de falar doutra pessoa?...
Ainda hoje, sempre que vem a Estremoz, a Francisca está escalada para lhe vir fazer as papas para o pequeno almoço dela e dos filhos.
Por aqui chamamos-lhe a madre Teresa de Calcutá. Está sempre preocupada com alguém: sobrinhos, irmã, marido, amigos...
Porque estão doentes, porque estão magros, porque estão gordos, tudo a preocupa e está sempre pronta a ajudar.
É uma amiga e é mais que família.
tilena

O MEU PADRINHO JOÃO FALCATO

(texto escrito pelo tio jacinto Varela)

O meu padrinho João Falcato era um homem gordo com uma grande "bigodaça". Tinha dois filhos, a Maria Josefa e o João, também gordo como ele e "amigo dos copos".
Eram agricultores pois tinham uns olivais e, à parte disso, tinha uma oficina de abegão (carpintarias para a agricultura, para os carros de animais, etc..
Como tínhamos ficado sem pai, eu com 7 anos, a Amélia 11 meses mais velha, 2 irmãos mais novos e a Maria José ainda na barriga da mãe, o meu padrinho tratava-me com muita amizade. Lembro-me que, no dia em que fiz 7 ou 8 anos, me chamou para me dar uma moeda de 5$00 como prenda de anos o que, naqueles tempos, era uma "fortuna". Fui para casa todo satisfeito dizer à minha mãe:
-Ó mãe, olhe lá o que o meu padrinho me deu!!
-Ó filho guarda-o para comprares o material para a escola !- o que eu devo ter feito...O meu padrinho morava na rua de Avis, frente ao meu avô João Falcato de quem era primo direito.

Jacinto Varela

O PRIMO MÁXIMO ROCHA FALCATO

(texto do tio Jacinto Varela)

Na mesma rua e perto do meu avô morava outro primo de ambos, Máximo Rocha Falcato que tinha uma loja de fazendas, como se dizia naquele tempo.
O primo Máximo tinha 3 filhos: o José , o Júlio e o Jica . O José Falcato era da minha idade e éramos companheiros de paródia.
Como os pais viviam bem, compraram-lhe uma bicicleta coisa que, por muito que o desejasse, a minha mãe nunca me poderia comprar. E era na bicicleta dele que eu andava muitas vezes mas, quando o passeio era mais demorado, para o Cano ou para o campo e ele também ia, então alugava uma bicicleta ao primo José Tomás.
Infelizmente, o José morreu num desastre de moto quando regressava com o primo dele, o Arnaldo, de um baile de máscaras em Estremoz. Dizem que ainda trazia vestidos os "dominós"-traje de carnaval muito usado naquela época- que, com o vento, lhe tapou a cara, originando o despiste fatal e a morte dos dois.
O Arnaldo era primo direito do Constantino , vivia na casa ao lado e , como o quintais comunicavam este ia muito para lá conviver, com os primos e amigos de Estremoz, como a Tilena que passava os dias de férias em casa da tia Alice.
Jacinto Varela