terça-feira, 25 de maio de 2010

PERFUME

Perfume: The Story of a Murderer, um filme lançado em setembro 2006, é uma adaptação do livro homônimo do escritor alemão Patrick Süskind.

Perfume: A História de um Assassino conta a história em flashback do aprendiz de perfumista Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) que estava a ponto de ser guilhotinado, acusado de assassinar várias mulheres, na Paris de 1738.

Grenouille nasceu com um dom fora do comum: um olfato super sensível, que lhe permite distinguir vários cheiros da natureza e fragrâncias de cosméticos. Sua vida foi muito solitária, marcada, desde o nascimento pelo abandono da mãe e, mais tarde, em um orfanato, pelo do das outras crianças ao seu redor. Grenouille fechou-se muito em seu mundo, não conversava com ninguém e, portanto, não conseguiu exercer os atos da linguagem e da comunicação. Passou a vida inteira como um "lixo" social, sendo maltratado, incompreendido e excluído por todos. Em uma noite, Grenouille avistou uma pobre vendedora de frutas na rua e ficou extasiado com o perfume que exalava de seu corpo. E, quando aproximou-se dela, ela se assustou e antes mesmo de gritar, Grenouille tapou a boca da moça de uma tal maneira que acabou matando-a sufocada. No entanto, o que mais admirou Grenouille não foi ter eliminado uma vida, mas o fato de apesar de morta, o cheiro dela permanecer no seu corpo inerte e nas suas próprias mãos de assassino. Antes de conhecer o Mestre Baldini (Dustin Hoffman), perfumista de relativa reputação, Grenouille trabalhava como curtidor. Após demonstrar seu dom a Baldini, Grenouille é aceito no seu ateliê e acaba detendo a arte de confeccionar perfumes.

No entanto, o jovem e impetuoso aprendiz tinha uma ambição (ou compulsão?) por querer impregnar nos frascos o cheiro dos mais diversos elementos da natureza(a água, as pedras, as folhas, a terra e, até mesmo, o odor dos animais), mas apesar disso, queria saber como extrair os cheiro, porque ele queria extrair o cheiro das mulheres, para fazer o mais belo perfume. Apesar de ser repreendido por Baldini por ter assassinado o seu gato, Grenouille não abandonou essa obsessão.

Foi mandado por Baldini à cidade de Paris. Grenouille é, por causa de seu olfato apuradíssimo, um ser capaz de perceber (e se encantar) com cheiros imperceptíveis pela maioria dos seres humanos.

Uma vez que Grenouille aprendeu a técnica para a extração da essência dos elementos, ele resolve aplicá-la ao seu novo item bizarro: os corpos das mulheres mortas.

Grenouille utilizava-se de um imenso decantador para atirar em seu interior os corpos das mulheres mortas no intuito de, assim, extrair a doce essência delas. Mas tal experiência resultava em fracassso e, então, Grenouille tentou outro método: ele fazia a depilação das mulheres mortas, pois, de certa forma, percebeu que o cheiro delas provinha da epiderme.

Perfume: The Story of a Murderer
'O Perfume - História de um Assassino (PT)
'
Perfume: A História de um Assassino (BR)

Perfume: The Story of a Murderer
Alemanha / França / Espanha
2006cor147 min
Produção
DireçãoTom Tykwer
ProduçãoAndrew Birkin
Bernd Eichinger
Martin Moszkowicz
RoteiroPatrick Süskind (livro)
Andrew Birkin
Bernd Eichinger
ElencoBen Whishaw
Dustin Hoffman
Alan Rickman
Rachel Hurd-Wood
Jessica Schwarz
Karoline Herfurth
John Hurt
Génerosuspense
Idioma originalinglês

IMDb: (inglês) (português)
Projeto CinemaPortal Cinema

Anjos e Demónios

Angels & Demons (br: Anjos e Demônios / pt: Anjos e Demónios) é um filme baseado noromance com o mesmo nome, Anjos e Demônios, escrito por Dan Brown. O filme foi lançado mundialmente no dia 15 de maio de 2009, distribuído pela Sony, produzido por Brian Grazer e adaptado ao cinema por Akiva Goldsman. Ron Howard voltou a direção, Tom Hanks interpreta novamente o professor Robert Langdon, Ayelet Zurer interpreta a física italiana Vittoria Vetra eEwan McGregor interpreta Patrick McKenna, o camerlengo do papa, que ajudará Langdon nas investigações.

A equipe de produção do filme trabalhou intensamente para conseguir lançar um teaser trailerna mesma altura do lançamento do quinto romance de Dan Brown, The Solomon Key. Entretanto o lançamento do livro foi adiado para setembro de 2009. Antes de Solomon Key, foram lançados o Código da Vinci, Anjos e Demônios, Ponto de Impacto (A Conspiração em Portugal) e Fortaleza Digital.

Depois de um bizarro homicídio no CERN, na Suíça, Robert Langdon é chamado para investigar um desaparecimento meticulosamente planejado de uma substância perigosa conhecida como antimatéria. Para além disso, um emblema Illuminati queimado sobre o cientista morto reaviva a hipótese dessa sociedade secreta ainda existir, lançando Langdon numa procura às respostas das questões levantadas pelos recentes acontecimentos. A história é desenrolada durante o Conclave, diante de uma Roma que acompanha de perto a eleição papal e os misteriosos assassinatos de Cardeais.

O longa de Anjos e Demônios apresenta algumas pequenas diferenças em relação ao livro, embora a trama principal permaneça a mesma. A comparação estabelecida aqui não revela detalhes da trama principal. Se você ainda não leu o livro, nem viu o filme, pode continuar sem medo.

No livro, Vittoria Vetra é filha do pesquisador assassinado, que se chama Leonardo Vetra. No longa, não há essa relação de parentesco e o personagem tem outro nome, Silvano Bentivoglio.

O diretor do CERN, Maxmilian Kohler, que tem função importante no livro (ele é quem convoca Robert Langdon para o caso e também tem participação no desfecho da trama), não existe no filme. Essas ações são executadas por outros personagens.

Além de Leonardo Vetra, outros personagens - como o camerlengo - também tem nomes diferentes. No livro, o camerlengo é um italiano chamado Carlo Ventrusca. No filme, é um americano chamado Patrick McKenna.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Angels_&_Demons_(filme)


O Caimão

O Caimão
Título original: Il Caimano
De: Nanni Moretti
Argumento: Nanni Moretti
Com: Silvio Orlando, Margherita Buy, Jasmine Trinca
Género: Comédia Dramática
Classificacao: M/12

Estúdios: BAC Films, France 3 Cinéma
FRA/ITA, 2006, Cores, 112 min.
O último filme de Nanni Moretti, uma metáfora sobre a Itália contemporânea, tornou-se num êxito de bilheteira no país, tendo estreado dias antes das eleições que afastaram do poder Berlusconi. É a história de um produtor em falência profissional e sentimental, Bruno Bonomo, que tem um passado de produtor de filmes de série Z com títulos inspiradores como "Os Mocassins Assassinos" ou "Maciste vs. Freud". Mas agora não consegue arranjar financiamento para o seu próximo projecto, "O Regresso de Cristóvão Colombo". Estrangulado pelas dívidas e fraquezas, com o casamento em risco e os filhos perdidos, Bruno perde o norte. É aí que o seu caminho se cruza com o de uma jovem realizadora que lhe entrega um guião, "O Caimão". A princípio Bruno pensa que é um "thriller" musculado, mas apercebe-se numa segunda leitura mais atenta - se bem que um pouco tardia - que se trata de um filme sobre o primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Bruno já não pode recuar e vê-se obrigado a cumprir o planeado, encontrar o actor principal, enquanto tenta recolar as peças da sua vida conjugal. No entanto, em todo este novelo de erros e dificuldades, começa a nascer um novo entusiasmo em Bruno Bonomo: o da afirmação da sua dignidade. Este homem para quem tudo estava acabado encontra em si a energia para levar até ao fim um projecto que começou por acaso, mas que também ele acredita agora necessário tornar realidade.
http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=155846

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O casamento de Raquel

O Casamento de Rachel
(Rachel Getting Married, 2008)


» Direção: Jonathan Demme
» Roteiro: Jenny Lumet
» Gênero: Drama
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 113 minutos
» Tipo: Longa-metragem
Elenco :
Anne Hathaway .............. Kym
Rosemarie DeWitt..............Rachel
Mather Zickel.....................Kieran
Bill Irwin..........................Paul
Anna Deavere Smith..........Carol
Anisa George..................Emma
Tunde Adebimpe ...........Sidney
» Sinopse:
A festa de casamento de Rachel tem tudo para ser perfeita. Amigos e familiares reunidos numa bela cidade de Connecticut, num fim de semana repleto decomida, música e carinho. Mas quando Kim, a irmã mais nova de Rachel, chega após um longo período numa clínica de reabilitação, todos se preocupam. Com seu histórico de crises e conflitos familiares, Kim tem o dom de provocar grandes dramas em qualquer situação. Na festa, sua postura sarcástica faz reviver antigas feridas e transforma o casamento dos sonhos num campo de batalha.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O ANEL DE CURSO

O ANEL DE CURSO




Texto escrito pela minha mãe, no seu diário, no dia 7/5/2010

A minha filha foi ao Supermercado Modelo, a Estremoz, e trouxe-me um lombardo e iogurtes. Eu guardei logo os iogurtes no frigorífico, mas o lombardo como era grande e não me cabia no frigorífico, deixei-o em cima da mesa de pedra, dentro do saco onde tinha vindo.

No outro dia, da parte da tarde, resolvi pegar no repolho para o arrumar no frigorífico; quando o tirei do saco, caiu-me uma coisa ao chão, eu percebi que o tenir era de uma coisa de metal, fui logo ver o que era; era o anel de curso da minha filha!!!

Reconheci-o, imediatamente, pois fui eu quem lho ofereceu quando ela tirou o curso. Comprei-o ao Joaninho, nessa altura, o Helder trabalhava com ele, e foi ele quem mo trouxe de Sousel. Custou-me 40 e tal contos, pois é de ouro e tem a pedra azul escura do Curso de Letras. Para conseguir esse dinheiro, eu andei a fazer rendas para a revista Fada do lar, cuja sede ficava na Rua do Ouro, na Baixa; eu ia lá entregar as rendas e levantava as linhas, ganhei algum dinheiro com isso. Eu fazia as rendas ao meu gosto, e tinham que ser inventadas, pois não podia haver igual, visto que era para serem publicadas na Revista. A gerente ficava sempre muito satisfeita com os naperons e rendas que eu fazia, e todos os meus trabalhos foram sempre publicados na Revista.

Fui logo a casa da minha filha, que estava a chegar da rua.Olha lá filha perdeste alguma coisa?” e ela com os olhos muito abertos, pois não me queria dizer que tinha perdido o anel de curso, disse-me que não! Mal sabia ela que o anel estava no meu dedo!!

Eu tinha-o posto no meu dedo, e mostrei-lho e ela ficou muito admirada.“ Oh mãe, é o meu anel!! Onde é que o encontrou??? Eu não lhe queria dizer! Não queria que a mãe soubesse que eu o tinha perdido!! Eu, até disse ao Zé: não digas à minha mãe, ouviste?! e repetilhe isso várias vezes!! E ele já um bocado aborrecido, disse-me: - Já me disseste isso várias vezes!! Descansa que não lhe digo nada!!”

Ela já tinha telefonado para o Modelo, a pedir à empregada que fosse ver na parte da fruta e da hortaliça, visto que lhe estava largo e podia ser ali que o tivesse perdido. Telefonou segunda vez, para o Modelo a perguntar se já o tinham encontrado e disseram-lhe que não tinham encontrado nada. Agora, ela vai para lá telefonar a contar o sucedido.

Vi na cara dela uma expressão de enorme alegria e não parava de dizer: - “ Mas, que curioso!! Ser a mãe a encontrá-lo!! E disse-me: - “ Eu ia comprar outro, para que a mãe não soubesse que eu o tinha perdido!!! mas já não tinha o mesmo significado!!! É inacreditável!!”

Ficámos as duas muito contentes por o anel ter aparecido.


No dia seguinte, veio com o repolho para eu lhe tirar a fotografia com ele, pois também a minha mãe estava bastante admirada com todo o sucedido.

domingo, 2 de maio de 2010

AMIGOS

Nunca desvalorizes ninguém.

Guarda cada pessoa perto do teu coração.

Porque, um dia, podes acordar e perceber que perdeste um diamante,

Enquanto estavas muito ocupado(a) a coleccionar pedras.

ALMA DE AMIGO

Certa noite, eu estava a sentir-me muito sozinho em casa.

Cerca das 23 horas, recebi o telefonema de um amigo.

O telefonema deixou-me muito feliz e, a primeira coisa que ele me perguntou foi: -"Como estás?

E, eu respondi-lhe:"Muito só..."
Ele perguntou-me: - "Tu queres conversar?"

Eu respondi- lhe que "sim"

"Tu queres que eu vá até à tua casa?" – perguntou-me.

Eu respondi-lhe que "sim" novamente...
Desligou o telefone e em menos de quinze minutos, lá estava ele a tocar à minha campainha. Eu comecei a falar durante horas, do meu trabalho, da minha família,

da minha namorada, dos meus problemas e dúvidas e, ele, atento escutava-me.
Naquela noite, eu estava muito cansado mental e psicologicamente e, a sua companhia fez-me muito bem. Desde o começo ao fim da conversa, ele escutou-me, apoiou-me e aconselhou-me.

Assim, quando ele percebeu que eu já estava melhor e mais tranquilo, disse-me:
"Bom, agora preciso ir trabalhar..."
Surpreendido eu disse-lhe: - "Amigo, porque não me disseste há mais tempo que terias que ir trabalhar?!
vê que horas são?! tu não conseguiste dormir nem um pouquinho, eu roubei-te o teu tempo de sono, durante toda a noite!"

Ele sorriu e disse-me: "Não tem problema, para isso existem os amigos!"
Ao ouvir isto, fiquei muito feliz, por saber que podia contar com um amigo assim.

Eu acompanhei-o até à porta da minha casa e quando ele se dirigia para o carro eu gritei-lhe: "Eih... amigo, porque me telefonastes tão tarde? O que querias?"

Ele voltou-se e disse-me em voz baixa: - "É que eu queria desabafar um pouco... dar-te uma notícia...”

E eu perguntei: "O que aconteceu?"

Ele disse-me: - "Fui ao médico e ele disse-me que tenho uma doença incurável, não me resta nenhuma esperança, só posso esperar..."
Naquele momento fiquei mudo.

Ele sorriu e disse-me: - "Tem um bom dia amigo!"

Entrou no carro e partiu...
Precisei de algum bom tempo para assimilar a situação e, até hoje, pergunto-me:

"Porque é que quando ele me perguntou como eu estava, eu esqueci-me dele e só falei de mim? Como é que ele teve forças para sorrir, para me escutar e aconselhar-me tudo aquilo que me disse?"
Desde esse dia a minha vida mudou... deixei de ser tão crítico com os meus problemas e de me preocupar apenas comigo. Agora, aproveito o meu tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas estão e interessar-me mais por elas, sem esperar nada em troca. Tento sentir mais profundamente aqueles que estão à minha volta e aqueles que passam pela minha vida... "Não existe amor maior do que dar a vida a favor dos amigos!"
Fazer um amigo... é um dom!
Ter um amigo... é uma graça!
Conservar um amigo... é uma virtude!
Agora, tu seres um amigo... é uma HONRA!

Autor Desconhecido / adaptado por Zuzu

A JANELA IMAGINÁRIA

É Alentejo, uma aldeia branca caiada ainda de cal, as casas de pé azul e amarelo, e paisagem que não finda.

Perto da minha casa, mora o Sr. Costa, que tem uma oficina de alumínios. Ele faz portas, janelas, portadas, persianas, etc.

Um dia, estávamos conversando na oficina e eu disse-lhe: - “ Oh Sr. Costa, que linda janela que aí tem!”

- “Qual janela?” – perguntou-me ele

- “A verde!” - disse-lhe eu

E ele muito admirado, respondeu-me: - “Mas eu não tenho nenhuma janela verde!”

- “Não?!!! Porque não olha! Eu através dela vejo o campo verde a perder de vista, os choupos, os ribeiros, a seara cheia de espigas salpicadas de dourado, que o tom do Sol posto, lhes dá a cor da saudade!!!”– disse-lhe eu, com um ar misterioso.

-“Mas eu não vejo nada!!!” – diz-me o Sr. Costa, muito admirado. – “Mas já que vê a janela, diga-me lá se tem vidro?!”

- “Claro que tem vidro!!!” – respondi-lhe eu – “Parece o Sol a brilhar no horizonte, o girassol com a flor imensa, rodando, rodando até ao Sol poente, a marcela singela amarela que brilha na planície alentejana …”

- “Mas eu não vejo nada disso!! “– disse-me o Sr. Costa, muito desolado – “Que mais vê através dessa janela, que não é verde e que você continua a afirmar ver ?!”

- “Porque eu vejo, através dela, o mundo. Ela pode não estar aí, mas para mim, ela está bem à vista!!! “- retorqui. E continuei: - “Há tanta gente que só acredita no que vê!!! Eu vejo através do espaço, da floresta, da terra, da solidão … vejo os carreiros cansados e famintos cheios de poeira da palha do trigo, vejo os pássaros voando pelo céu fora, à procura das migalhas e das palhinhas que vão juntando para fazerem o ninho, vejo as ceifeiras, moças jeitosas curvadas deitando a foice para apanhar o pão que dá alimento ao nosso povo, vejo o suor escorrendo-lhes pelos rostos bronzeados, quando o calor apertava, mas apesar do cansaço, elas cantavam, sorriam e abençoavam a Deus por lhes ter dado aquele trabalho … e através da sua janela, Sr. Costa, eu vejo uma saudade, a cantar no coração…”

Casa Branca, 3 – 2 – 2007

Feliciana Joaquina Capela da Silva

foto do Alentejo - http://ipt.olhares.com/data/big/195/1950225.jpg



Silêncio

Silêncio:

A palavra respira.

Corpo deitado no mar.

Silêncio de fogo e música.

( Poema de Casimiro de Brito )

Um anjo esteve esta noite na Auto-estrada 109



Uma mulher com os seus filhos sentados nas cadeirinhas, no banco traseiro, conduzia o seu automóvel, na auto-estrada.

De repente, vê-se envolvida num aparatoso acidente, com vários automóveis a chocar em cadeia. Havia carros amolgados, vidros partidos e ferros retorcidos.

A mulher dentro do carro, muito assustada, começou a gritar: “Oh meu Deus! Por favor salva os meus meninos!”

O seu olhar cheio de medo na se desviava do assento traseiro onde supostamente estariam os seus filhos gémeos; porém, tudo o que conseguia ver, eram vidros partidos e duas cadeiras de crianças destruídas. Ela não via os seus gémeos em lado algum! Ela não os ouvia chorar e receou que tivessem sido cuspidos para fora do automóvel.

“Oh, meu Deus não os deixes morrer!!!” – gritava ela a chorar.

Quando chegaram os bombeiros e a polícia, procuraram no banco traseiro, mas não encontraram as crianças; os cintos de segurança estavam intactos!

Eles pensaram que a mulher tinha enlouquecido, e que vinha sozinha no carro, porém quando a iam interrogar, viram que ela tinha desaparecido. Os polícias viram-na passar a correr, sem rumo, e a gritar mais forte do que o barulho no local do acidente. A mulher suplicava desesperadamente:

- “ Por favor, ajudem-me a encontrar os meus filhos! Eles só têm quatro anos de idade e estão vestidos de igual, com camisas azuis e calças jeans!”

Um polícia ouviu-a e disse-lhe: - “Estão no meu carro e não têm nenhum arranhão! Eles dizem que o pai os colocou no carro, que deu uma gasosa a cada um, e disse-lhes para esperarem ali, que a mãe voltaria para levá-los para casa.” O polícia continuou: - “Já procurei por todo o lado, mas não consegui encontrar o pai das crianças. Provavelmente deixou a área, suponho, e isso é muito raro?!”

A mãe correu para o carro da polícia, abraçou os gémeos e disse, enquanto enxugava as lágrimas:

- “Ele não pode ter deixado a área, já que ele morreu há um ano!”.

O polícia, muito confuso, perguntou: -“ Como pode ser isso verdade?”

Os meninos gritavam: - 'Mãe, mãe, o pai veio e pediu-nos que te déssemos um beijo por ele. Disse-nos que não deveríamos preocupar-nos, pois tu estarias bem, e colocou-nos neste carro, com luzes brilhantes e bonitas. Nós queríamos que ele ficasse connosco, porque sentíamos muito a sua partida, mas ele apenas nos abraçou muito forte e nos disse que tinha que ir. Disse-nos que, mais tarde, nós entenderíamos; pediu-nos que nos portássemos bem, e que te disséssemos que ele está a cuidar de nó, a todo o momento!”

A Mãe duvidou do que eles diziam, mas depois recordou-se das últimas palavras do marido:

- “Eu cuidarei de vocês!”

No relatório, os bombeiros não sabiam como explicar como é que apesar do carro estar completamente destruído, os seus três ocupantes se salvaram sem nenhum arranhão.

Porém no relatório da polícia estava escrito em letras muito pequenas:

“Um anjo esteve esta noite na Auto-estrada 109.”

( autor desconhecido / texto adaptado por zuzu )

Como um livro aberto: excerto de um dos livros mais maravilhosos que alguma vez li

Como um livro aberto: excerto de um dos livros mais maravilhosos que alguma vez li

ramo de flores

Posted by PicasaO meu pai Vitalino sempre adorou flores e adora ir colhê-las para oferecer.
Hoje, Dia da Mãe,convidei o meu pai e a minha mãe para virem almoçar connosco.
A minha mãe apareceu mais cedo, pois foi à missa e veio logo aqui para minha casa. O meu pai apareceu à hora marcada, com este lindo ramo de flores do seu quintal.
Sempre bem disposto e sorridente, veio oferecê-las a mim e à minha mãe. Sempre teve estes gestos de ternura espontâneos. Fica muito feliz porque vê que a sua atitude nos trouxe Amor, Carinho e Ternura.
Bem Haja.
Um beijo Zuzu

DIA DA MÃE


E neste Dia da Mãe o meu quintal estás muito alegre com flores de todas as cores.

Almoçámos sopa de beldroegas com queijo e ovos escalfados.
Fiz um pudim para sobremesa.
Bebemos café com bolos da padaria.

Estávamos bem dispostos.
Para quê ficarmos preocupados com algumas coisas da vida?
Não adianta ficármos tristes, é preferível pensarmos que tudo corre "maravilhosamente", pois assim, sempre ultrapassamos as nossas tristezas e preocupações.




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terça-feira, 20 de abril de 2010

Pedro Paulo Pereira Pinto...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora.
Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo.
Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...
Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província.
Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.
Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para po poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...
Para parar preciso pensar.
Pensei.
Portanto, pronto pararei.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ANTÓNIO SIMÕES

O Hernâni Matos escreveu este texto sobre o nosso querido amigo António Simões. Como partilho tudo o que ele disse sobre o António, e por isso resolvi apropriar-me do seu texto e colocá-lo aqui no meu blog.

António Simões
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É sabido que sou um homem dado a colecções e que sou exigente naquilo que colecciono. Como é o caso dos Amigos.
Hoje vou falar-vos dum Amigo que segundo as suas próprias palavras:
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“Escreve poemas desde os dez anos e neles fala de insectos, pedras, flores, tremuras de alma ou do vento e de outras coisas do seu abcedário de ternura. Um dia, inventou uma barca para navegar pelas infinitas searas do amado Alentejo de sua infância e vai por elas fora por uma fresta aberta num poema e sabe que um dia chegará às praias de luz onde nasce o dia.”
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É um Amigo que, apesar de eu ser um coleccionador incorrigível, não troco por nenhum outro. É que as suas palavras fazem-me vibrar as cordas das emoções e ressoam-me por todo o corpo.
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Tenho muito orgulho nesse Amigo. Por isso, partilho Convosco um Poema desse meu Amigo, que decerto também será Amigo de muitos de Vós.
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O Nosso Amigo chama-se ANTÓNIO SIMÕES e são de AUGUSTO MOTAas Fotos que ilustram o Poema “AS CINCO ESTAÇÕES DO ANO”.
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Digam-me lá, se o Poema é ou não é uma Ode à Alegria?
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

A M I Z A D E

PERANTE OS AMIGOS

Um amigo é uma benção que nos cabe cultivar num clima de gratidão.
Quem diz que ama e não procura compreender, nem auxiliar, nem amparar ,nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor desse amigo.
A amizade verdadeira não é cega; ela deixa-nos ver os defeitos nos corações dos amigos, e ensina-nos a saber amá-los e entendê-los, apesar de tudo.
O nosso egoísmo será vencido quando nos decidirmos ajudar as pessoas que amamos a realizarem a sua própria felicidade. A felicidade como eles a entendem, deverá ser a felicidade que eles procuram, sem pensarmos na nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como nós pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os seus pensamentos são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem das pessoas que amamos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, pela minha parte, aceitá-los como eles são.
Quando queremos desacreditar um amigo, depois de termos mantido uma convivência e intimidade, estaremos a desmoralizar-nos a nós mesmos.
Quando houver alguma divergência nas relações afectivas é preciso lembrar que toda a criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direcção das nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se nos ensinaram que devemos amar os nossos inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.

( texto adaptado de André Luiz )